Sinais


Palácios de Beijing à venda

Os capitalistas e políticos "patriotas" da diáspora chinesa estão a comprar palacetes na área central de Beijing que haviam sido habitados pela realeza no tempo da dinastia manchu. Este imobiliário de alto valor está a ser intermediado na Região Autónoma Especial de Hong Kong e os destinatários do marketing são os ricaços que querem ter uma segunda casa na capital da futura "Grande China". O valor de cada palacete ronda os 10 milhões de dólares (quase 2 milhões de contos). A moda foi iniciada por um membro do parlamento provincial da Região Autónoma, David Chu Yu-lin que comprou um desses palacetes recuperados muito perto da Cidade Proíbida. De seguida VIPs do novo poder em Hong Kong, como a conselheira Nellie Fong Wong Kut-man e os capitalistas Henry Fok e Choi Sai-leung seguiram-lhe as pisadas.

A corrida às acções

O mercado de acções na China está a drenar muita da liquidez existente em poupanças da incipiente classe média e de investidores individuais. Segundo estimativas do Centro de Estudos do Conselho de Estado para o Desenvolvimento, um «think tank» governamental, um corte de dois pontos nas taxas de juro dos depósitos em 1996, lançou mais de 350 biliões de renminbi (7 biliões de contos) até ali "parados" no aforro numa corrida às acções.

O maior conglomerado da China

Pode parecer inverosímel mas o maior conglomerado "vermelho" da China são as Forças Armadas, conhecidas ironicamente, na versão em inglês, por PLA (Peoples Liberation Army) Inc. Elas têm mais de 20 mil empresas numa rede controlada por diversas «holding», cujo volume de negócios representa 3 por cento do PNB chinês e 1/5 do orçamento de defesa nacional.

1000 à conquista do mundo

São provavelmente cerca de 120 mil as empresas estatais ainda não reestruturadas na China, estando calculado que 60 por cento delas vivem no vermelho mais profundo. Os subsídios para estes dinossauros "comem" 1/3 do orçamento do estado chinês. Os estudos mais recentes apontam para a possibilidade de 1000 de entre elas poderem ter um futuro risonho, moldando-se à imagem e semelhança dos conglomerados coreanos (as «chaebol») e ambicionando um posicionamento na economia global.

Quadros aderem à «xia hai»

«Xia hai» é uma das expressões hoje mais correntes entre quem quer arriscar uma vida profissional como empreendedor. Depois de, nos anos 80, terem sido os ex-operários e imigrantes camponeses para as cidades a lançar os micro negócios na confecção e no comércio, a partir de 1992 uma nova camada começou a aderir ao "salto para o mar" dos negócios. Só naquele ano mais de 120 mil funcionários sairam do aparelho de estado e montaram empresas. Entre eles, funcionários do governo e do partido, intelectuais, professores e investigadores universitários e tecnólogos. Esta nova vaga está a moldar um novo tipo de classe empresarial.

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