Quadro
I
As estratégias do
capital "vermelho"
- Criação de conglomerados ao
estilo coreano (modelo das «chaebol») ou japonês (modelo das «sogo shosha»,
entrelaçando com bancos) que funcionam como braços empresariais das várias
estruturas oficiais a nível central, provincial e municipal - os chineses
chamam-lhe o "terceiro estado" (disan chanye) e querem-no ver com projecção
mundial
- Difusão da "propriedade de
todo o povo" nas empresas estatais através de uma versão de "capitalismo popular"
baseada no sistema de acções - o modelo alargou depois a toda a economia,
incluindo a cooperativa, havendo mais de 30 milhões de accionistas, a maioria
individuais
- Multiplicação de "híbridos",
misturando capital estatal com acções detidas pela própria empresa colectivamente,
por individuos e outras entidades em diversos graus - o que os chineses chamam
de "dois", "três" ou "quatro" sistemas numa empresa
- Criação de bilionários individuais
"internos" aos conglomerados estatais, através do sistema de atribuição de
opções de acções ao corpo de gestão - os críticos chamam-lhe "privatização
secreta"
- Desenvolvimento de «keiretsus»
de fornecedores privados a partir de um conglomerado estatal, que domina estrategicamente
a cadeia