Uma monumental taxonomia de processos típicos de organizações empresariais foi realizada ao longo de quase uma década por uma equipa do Center for Coordination Science (na Web em http://ccs.mit.edu) da Sloan School of Management do conhecido Massachusetts Institute of Technology (MIT), que se encontra agora disponível para comercialização em formato Web pela Phios, um «spin off» criado em 1996 e presidido por Thomas Malone, o director do Centro e coordenador do projecto.
Sob o nome de código «Process Handbook Project» (Projecto de um Manual de Processos), o repositório foi iniciado em 1991 e conta hoje com cinco mil processos e actividades catalogadas em cinco áreas: classificação genérica; modelos de negócio básicos; modelos de negócio alternativos (como os derivados do «benchmarking», da gestão da cadeia de abastecimentos, da produção «magra» e da qualidade total); modelos literários da autoria de gurus e estudos de casos.
A taxonomia assenta numa estrutura original baseada em duas dimensões, inspiradas numa mescla de abordagens científicas e técnicas: uma classificação «vertical» com base em noções de decomposição dos processos em fases ou subactividades e uma outra «horizontal», com base numa diferenciação por tipos de processos.
O objectivo foi ir para além das «buzzwords» de gestão e da dispersão das «boas práticas» e criar uma ferramenta que permitisse aos seus utilizadores (gestores, consultores, especialistas) o redesenho de processos, a invenção de novos nomeadamente suportados em novas tecnologias, a gestão do conhecimento dos processos e a sua aprendizagem, bem como a geração automática de software de apoio aos processos organizacionais.
Financiado pela National Science Foundation dos Estados Unidos e patrocinado por multinacionais, como a Bristish Telecom, Daimler Benz, ex-Digital, EDS, Fuji, Matsushita, NatWest Bank, Telia, Union Bank of Switzerland e Unilever, foi licenciado à Phios, que acabou de celebrar um contrato com a Origin BV holandesa (do grupo Philips) que aplicou o software a um manual de boas práticas em «outsourcing», gestão da cadeia de abastecimentos e reengenharia de processos.
Referências:
J.N.R.
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