Quando se fala das «catedrais» da gestão o nome que vem logo na ponta da língua
é a Harvard Business School, de Boston, com a sua influente revista Harvard Business
Review e com um portfólio de gurus que põe de sentido qualquer leigo. Basta recordar
Michael Porter ou Rosabeth Moss Kanter. Esta é uma das três linhas de investigação do projecto. As outras duas são a criação de uma base de dados e de um Manual. Entre os patrocinadores contam-se - imagine-se - um consórcio norueguês (a Confederação da Indústria, a Norsk Hydro, a Escola de Gestão norueguesa e a Telenor), a União de Bancos Suíça, a McKinsey, a AT Kearney e a Eli Lilly americanas, a Siemens Nixdorf alemã, a British Telecom inglesa e a Lucky Goldstar coreana. O custo de uma «ligação» deste tipo à fronteira do saber em matéria de organizações custa 75 mil dólares por ano para um patrocinador normal e 200 mil no mínimo para um grande patrocinador.
Para nos explicar melhor o projecto, Tom Malone concedeu-nos uma entrevista. A par das três linhas de investigação centrais, desenrolam-se muitos outros projectos sob este chapéu da organização do século XXI. Estivemos também de visita a um outro, na área da aprendizagem organizacional ("aprender com a história").