Cartilha do revolucionário


1. O planeamento estratégico não é estratégia
Planeamento e formulação estratégica são coisas muito diferentes. Estratégia é descobrir e inventar.

2. Fazer estratégia tem de ser subversivo
"Subversão" em gestão significa quebrar as regras estabelecidas.

3. O estrangulamento está, regra geral, no topo.
Não no meio ou em baixo. O objectivo do revolucionário é libertar o processo da tirania da experiência. Os guardiões desta estão no topo, como se sabe.

4. Há sempre um eleitorado para a mudança na empresa
Ele está, regra geral, disperso e fragmentado. O papel do revolucionário é descobri-lo e organizá-lo no quadro da formulação estratégica.

5. A mudança não é o problema
O envolvimento é que é. A ideia corrente é que os do "meio" e os de "baixo" não querem mudanças. O revolucionário quer envolver todos os escalões.

6. O processo deve ser democrático
Todas as sensibilidades da empresa devem ser mobilizadas para a formulação estratégica. Nomeadamente as que, em regra, são esquecidas ou abafadas: a gente jovem, os mais afastados da sede, os mais recente na empresa, e os incómodos.

7. Qualquer um pode se um activista da estratégia
Não há lugares cativos, nem é preciso um diploma especial. Muito menos é correcta a ideia de que os gestores intermédios são o quartel-general a abater.

8. Revolucionar uma indústria pressupõe olhá-la com outros olhos ou lentes
Exige-se uma mudança de visão das coisas.

9. Estratégia de cúpula "versus" estratégia basista não são reais alternativas
A formulação estratégica é um processo diagonal à empresa.

10. Não se pode querer ver o fim logo no princípio
A formulação estratégica é um processo de descoberta e de inventiva. Não é "vender" aos do "meio" e de "baixo" algo já predefinido pelos de "cima" ou de "fora" (os consultores externos).