Novas estratégias urbanas para o século XXI

O que os decisores municipais têm de ter em linha de conta

Um Report "Urban XXI" by Group Adventus

Temas em destaque:

  • O conceito de cidade inteligente promovido pelo Intelligent Community Fórum, aqui analisado pelo caso de Taipe, cidade inteligente de 2006
  • Os edifícios "verdes" e civicamente responsáveis promovidos pelo World Green Council, e aqui analisados pelo especialista Charles Lockwood
  • Mobilidade urbana em Portugal: o conceito de m-city, promovido pelo Inteli, um "think tank" português
  • A Cidade mais inteligente | A Revolução dos escritórios
    "m-city" chega a Portugal

    CASO 1
    A Cidade mais inteligente

    A capital da Ilha Formosa foi este ano de 2006 considerado o espaço urbano mais avançado do mundo na utilização da banda larga ao serviço dos munícipes no Fórum das Comunidades Inteligentes que decorreu em Brooklyn

    Reportagem por Jorge Nascimento Rodrigues, editor de Janelanaweb.com, em Nova Iorque, Junho de 2006

    Sítio do Intelligent Community Fórum
    Prémio atribuído a Taipe no Fórum de Junho de 2006
    O Projecto de Taipe, Taiwan | Artigo anterior na Janelanaweb

    Estavam apenas separadas por um metro e meio de carpete as duas mais mediáticas mesas de participantes na cerimónia de entrega do prémio de cidade mais inteligente de 2006 organizado desde 1999 pelo Intelligent Community Fórum (ICF), uma organização internacional de promoção do conceito, sedeada em Nova Iorque. As duas mesas apinhavam as delegações chinesas de Taipé (capital da ilha de Taiwan, baptizada pelos navegadores portugueses como "Formosa") e de Tianjin, uma das municipalidades com estatuto de província ligada directamente ao governo central chinês em Beijing. É sabido que a ilha e o continente estão separados geopoliticamente por muito mais do que os 180 quilómetros do estreito da Formosa, mas, quando a sala ouviu o anúncio da atribuição do primeiro lugar a Taipé, a delegação da "Grande China" bateu palmas acaloradamente e vários membros da delegação de Tianjin cumprimentaram Pu-tsung King, o vice-presidente do município ilhéu. Sinal dos tempos, o espaço chinês marcou golo pela primeira vez neste campeonato.

    Tendo sido seleccionada já por duas vezes para a "short list" anual de sete cidades mais inteligentes candidatas ao título, Taipé perdeu em 2004 para a europeia Glasgow, e ganhou, este ano, o lugar de a mais inteligente tendo batido um concorrente de peso, o distrito de Gangnam-gu em Seul. Gangnam é conhecido pelo programa de "e-gov na sua mão" (no telemóvel, PDA ou "notebook") mais arrojado do mundo, utilizado por mais de 50% da população.

    Guerra contra o papel

    A capital da Formosa fez valer os seus encantos de sete anos de estratégia na área da sociedade digital e do conhecimento, com mais de 54 projectos lançados desde 1999, quando Ying-jeou Ma, o recém-eleito presidente do município, um doutorado de Harvard, resolveu começar por lançar a campanha "Ligue-se à Internet, liberte as estradas". Um "slogan" no âmbito do objectivo de criação de uma "cibercidade" numa metrópole asiática de 3 milhões de habitantes e cerca de 4 milhões de utentes diários, que tem uma densidade de tráfego quatro vezes superior a Tóquio, Hong Kong ou Singapura. O sucesso do "corredor" de parques tecnológicos, com a concentração de 2500 empresas e cerca de 90 mil trabalhadores diários (8% da população activa) não desagravou o congestionamento. "Politicamente, Ma também entendia que a Internet, tal como a água ou a electricidade, deveria ser um direito básico dos residentes", afirma-nos Chang Chun-hung, o responsável na autarquia pelos projectos. Os números mais recentes falam por si sobre o trajecto percorrido: 77% dos domicílios usam banda larga para acesso à Internet (por comparação, 49% em Lisboa) e 32% dos residentes já usam acesso sem fios (conhecido tecnicamente por "wi-fi") contratado junto de vários operadores. A maior batalha travada pelo autarca, confessa Chang, foi contra a mania do uso do papel a propósito de tudo e de nada: "O presidente exigiu que em todas as reuniões a que presidir, o uso de 'laptops' com acesso sem fios à Net é obrigatório e o uso de papel proibido".

    Cidade da mobilidade

    O presidente Ma resolveu dar mais um passo estratégico em 2004, com nova estratégia - tornar Taipé a "cidade da mobilidade" modelo, tendo em conta que 46% da população residente tem graus universitários e são profissionais do conhecimento. A meta estabelecida foi "wi-fizar" integralmente o espaço urbano. Ainda que com seis meses de atraso sobre o calendário inicial, no próximo mês, o sistema municipal de "wi-fi" abrangerá 90% da área da cidade com mais de 4000 pontos de acesso, o que catapultará Taipé para o primeiro lugar mundial, segundo o The Wall Street Journal, destronando as líderes norte-americanas. O movimento municipal "wi-fi" tem sido muito forte nos Estados Unidos, com 87 cidades com redes operacionais e "hotzones", com destaque para a muito polémica iniciativa de Filadélfia (integralmente suportada por investimento público e agora celebrizada no livro Fighting the Good Fight for Municipal Wireless, da autoria de Craig Settles).

    O sistema de Taipé começou em 2005 pela cobertura da rede de estações de metro (MRT-Mass Rapid Transit) e das áreas de comércio subterrâneo associadas, bem como das zonas de escritórios num raio de 150 metros. Estendeu-se depois a sete zonas e às avenidas principais e progressivamente a centros comerciais e aos mais de 100 cafés Starbucks. Os pontos de acesso "outdoor" utilizam edifícios públicos e escolas, pontes e túneis, postes de iluminação e semáforos. Os chineses optaram por uma parceria público-privada em que envolveram a Hewlett-Packard como consultora e a empresa local Uni-President Q-Ware Systems Inc. como concessionária até 2013 num regime BOT (construção, operação e transferência), que utilizou a solução da Nortel. A concessionária começou por oferecer um serviço experimental gratuito WiFly com 60 mil subscritores e passou depois a facturar uma mensalidade de cerca de 10 euros, estimando atingir 1,1 milhões de assinantes, 30% da população residente e utente da cidade. A Q-Ware estima que o investimento total na rede deverá atingir os 70 milhões de euros.

    A edição deste ano do ICF decorreu, novamente, no "campus" da Universidade Politécnica de Brooklyn com mais de 150 participantes de várias partes do mundo. Taipé foi escolhida entre uma "short list" que abrangeu, também, Cleveland, nos Estados Unidos, Gangnam, na Coreia do Sul, Ichikawa, no Japão, Manchester, do Reino Unido, Tianjin, da China, e Waterloo, do Canadá. Estas sete foram seleccionadas entre as 21 "smart cities" (em que se incluía uma portuguesa, a cidade de Évora) previamente escolhidas no final do ano passado num concurso que recebeu 400 candidaturas.

    Contacto Taipe:
    Chang, Chun-hung
    Director
    Information Management Center
    Taipei City Government
    Email: ic-a000010@mail.taipei.gov.tw

    CASO 2
    A revolução dos escritórios

    Ecológicos, civicamente responsáveis e "relacionais" é a nova tendência no imobiliário empresarial estudada pelo especialista norte-americano Charles Lockwood. Uma lufada de ar fresco nas estratégias urbanas

    Diálogo de Jorge Nascimento Rodrigues, editor de Gurusonline.tv, Agosto de 2006, com Charles Lockwood

    Tendências em alta | Charlie Profile | Casos de estudo

    Afirmou-se nos últimos cinco anos um novo conceito estratégico de desenvolvimento urbano baseado na fixação de escritórios ecológica e civicamente responsáveis na malha da cidade. Emergiu "uma verdadeira revolução no imobiliário empresarial", afirma Charles Lockwood, um consultor norte-americano sedeado em Los Angeles e Nova Iorque, especializado nas tendências do imobiliário nos últimos vinte anos.

    Os novos edifícios de escritórios desta vaga conjugam três características inovadoras:
    1- são "verdes" com impacto significativo na factura energética e no saneamento;
    2- são "relacionais" privilegiando os espaços de interacção informal e formal entre os empregados;
    3- e são civicamente responsáveis, apostando na requalificação de espaços citadinos em declínio e numa estratégia de mobilidade inteligente articulada com as políticas de transporte público e de redução do consumo de combustíveis e de emissão de gases poluentes.

    «Até ao ano 2000, os decisores encaravam este tipo de edifícios como experiências interessantes mas impensáveis em termos de rentabilidade. Desde então, houve uma mudança radical de pensamento», refere-nos Lockwood. Os CEO e as administrações, e os próprios promotores imobiliários, estão a mudar de ideias por quatro razões bem prosaicas:
    1- a poupança anual em diversos itens;
    2- o marketing internacional, nacional e local obtido;
    3- a própria valorização do imóvel em virtude da atribuição da pontuação "verde";
    4- e o aumento da produtividade dos empregados.

    E tudo isto é conseguido com menos de 1% de custos adicionais em relação a um orçamento de um edifício tradicional, segundo estudos nos EUA da promotora Turner Construction (2005 Turner Green Building Survey), junto de 150 edifícios de escritórios deste tipo.

    «Tudo isto é conseguido com menos de 1% de custos adicionais em relação a um orçamento de um edifício tradicional»

    Um "survey" da McGraw-Hill Construction, divulgado em Maio de 2006, prognostica que a vaga do "green building" atingirá um ponto de viragem em 2007. Segundo alguns cálculos, no final do ano 6% da construção não-residêncial dos EUA será "green" - contra 1% em 2000.

    LINKS RECOMENDADOS
     Relatório da McGraw-Hill Construction de 2006 
    Artigo de análise do Relatório de 2006

    Há muitos países na dianteira desta revolução. O Reino Unido foi pioneiro no lançamento do BREEAM (Building Research Establishment's Environmental Assessment Method) por iniciativa governamental.

    No ano 2000 foi a vez de ser criado nos EUA o US Green Building Council - uma parceria público-privada - que lançou o sistema de pontuação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), de que já está a ser preparada uma terceira versão. O Governo Federal dos Estados Unidos, bem como 15 Estados dos EUA e 46 cidades já exigem que os edifícios públicos cumpram com o LEED. Quatro Estados dos EUA e 17 cidades oferecem incentivos para a adesão às normas por parte dos edifícios privados.

    Em 2002 foi a vez da Austrália lançar o seu programa e até final do ano será a vez da Índia. Desde 1999 que funciona um World Green Building Council que já conta com dez países como membros (Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, Emirados Árabes Unidos, EUA, Índia, Japão, México e Taiwan) e mais três na calha (Alemanha, China, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido). Em Outubro realizará mais um Congresso Internacional em Monterrey, no México.

    LINKS RECOMENDADOS
    World Green Building Council
    Congresso Internacional de Outubro do WGBC de 2006
     Artigo "Building the Green Way", Harvard Business Review, June 2006 edition 

    O artigo "Building the Green Way", da autoria de Lockwood, publicado na revista Harvard Business Review (edição de Junho 2006) trouxe um inesperado eco na comunidade do management municipal.

    A filosofia Inside Out

    Um dos casos emblemáticos desta vaga é a nova sede envidraçada de 12 andares da Genzyme, uma multinacional da biotecnologia, que apostou na requalificação de uma zona de Cambridge (em frente de Boston), dando um pontapé de saída para a nova área de expansão do "cluster" de biotecnologia. Desde há dois anos que o perfil da Kendall Square, onde hoje se localiza uma parte das firmas e instituições de biotecnologia da região, mudou radicalmente.

    O edifício da Genzyme obteve o galardão de platina (o mais elevado) segundo as normas LEED, em que pesaram resultados como a redução em 34% do uso de água e o corte na factura energética de 42% em relação ao padrão dos edifícios tradicionais. Aspectos como 18 espaços verdes dentro do edifício e no telhado, corredores, passadeiras e esquinas pensadas para a interacção pessoal, cafetaria no último andar (um 12º andar com vista para Boston), uso da luz natural por 75% dos postos de trabalho, gestão da comutação dos empregados (fomento do uso de passe para o metro, uso de "car-pools", uso de um serviço de veículos híbridos partilhados e de bicicletas, uso de um "shutlle" entre os locais da empresa), telhado com sistema de gestão do calor e luz, entre muitos outros, valeram a qualificação.

    Foi, também, considerado um dos 10 Projectos Verdes de 2004 pelo American Institute of Architects. O conceito básico definido pela firma de arquitectura envolvida - a alemã Behnisch, Behnisch and Partner - resumiu-se na ideia "inside-out", ou seja partir do desenho de um espaço interior virado para o relacionamento e o bem-estar dos utilizadores, como se se tratasse de uma pequenina cidade, no que, depois, teve uma mão da DEGW (nascida em Londres), especializada em design de ambientes de trabalho.

    Na classificação "platina" do edifício da Genzyme os itens individuais que foram mais pontuados relacionaram-se com o seguinte: optimização da gestão energética (os ganhos na factura a que já nos referimos) e uso de materiais com baixo nível de emissões.

    Outros edifícios desta vaga que vão estar em destaque são a sede do Bank of America em Manhattan, Nova Iorque, e o Ministério da Ciência em Beijing, na China. A nível de espaços urbanos requalificados com uma estratégia "green" global é citado o caso de South Waterfront, em Portland, no Orégão, nos EUA. Portland é considerada uma das cidades-modelo actuais de estratégias urbanas inovadoras.

    Tendências em alta

  • Revalorização da aposta imobiliária de escritórios dentro das cidades em zonas a requalificar. Crítica do excesso de fuga dos parques de escritório para os arredores rurais e de habitat natural


  • A vaga de construir "eco-frendly" está a passar dos edifícios isolados para projectos globais de requalificação de espaços urbanos


  • Novo conceito "inside-out" de design e organização dos interiores privilegiando o relacionamento informal e formal entre os empregados


  • Concepção de raiz de edifícios "verdes" com impacto significativo na factura energética e de saneamento e na produtividade e saúde dos utilizadores


  • Aposta na articulação da implantação dos edifícios com as políticas de mobilidade assentes em soluções de transporte público ou de comutação organizada


  • Construir "verde" valoriza financeiramente o activo imobiliário, bem como é uma alavanca de marketing. É uma enorme janela de oportunidade para o "branding"

    Charlie Profile

    Charles Lockwood pode ser consultado em charleslockwood@verizon.net.

    A sua coluna "The Green Quotient" na revista Urban Land é um ponto de referência sobre tendências no sector. Urban Land é editada pelo Urban Land Institute.

    Lockwood foi autor de obras marcantes como Bricks and Brownstone (1972), Manhattan Moves Uptown (1976) e Suddenly San Francisco:The Early Years of an Instant City (1978). Agora, na região de Los Angeles, dedica-se à consultoria ambiental aplicada ao imobiliário e à cultura empresarial. Colabora também com o World Business Council for Sustainable Development.

    O seu sítio na web pode ser consultado em www.charleslockwood.com.

    Casos de estudo

  • Edifício da Genzyme em Cambridge/Boston, usado por mais de 900 pessoas desde 2004. Um "tour" virtual está disponível.


  • Edifício do Bank of America, localizado numa esquina do Bryant Park, na parte central de Manhattan, Nova Iorque (ainda em construção; data de inauguração em 2008). Informação disponível aqui.


  • Complexo do South Waterfront em Portland, com a âncora no campus de biociências da Universidade de Ciências da Saúde do Orégão - OHSU, Oregon Health and Science University (inaugura em Novembro de 2006). Informação disponível aqui.
  • CASO 3
    "m-city" chega a Portugal

    Mobilidade urbana, a oportunidade para a emergência de um "cluster" em Portugal

    Jorge Nascimento Rodrigues, numa mesa redonda organizada pelo Inteli, 2006

    Os custos "externos" da ineficiência na mobilidade urbana e na comutação diária casa-emprego são impressionantes: 2% do PIB europeu é desperdiçado nos engarrafamentos, 32% da energia consumida na União Europeia é gasta nos transportes e 10% das emissões de dióxido de carbono comunitárias são provocadas pelo tráfego automóvel nas regiões urbanas. A esta soma explosiva das "externalidades" que comem fatias do PIB com o "crime" ambiental ao Planeta, junta-se o peso no bolso das famílias: 20% do cabaz de compras é gasto em transportes, trata-se do maior item nas despesas familiares no caso português.

    Mudar este paradigma tem sido uma das preocupações das políticas púbicas da Comunidade Europeia, incentivando o desenvolvimento da gestão da mobilidade urbana, ligando-a a conceitos de "cidades inteligentes" (Programa IntelCities, por exemplo) e a uma economia da mobilidade - "mobiconomy", como lhe chamam os nórdicos - destinada a criar modelos de "m-cities" ("mobile cities", cidades da mobilidade). Podendo parecer mero discurso de propaganda, estas intenções têm aberto uma janela de oportunidade para a criação de "clusters" de empresas fornecedoras de serviços e produtos para a mobilidade urbana.

    A simplificação da comutação diária, com ferramentas para a gestão do tempo e para a localização baseada no posicionamento de pessoas, veículos e objectos, a desmaterialização dos serviços públicos urbanos e o design dos ambientes de mobilidade são, hoje, novas áreas de negócio. A ajudar este "take off" encontram-se a difusão da Web, a massificação das plataformas móveis de comunicações e a crescente consciência da importância da intermodalidade por parte das autoridades locais e dos investidores em infra-estruturas.

    O nosso país não foge à regra, e um tecido emergente de empresas, ainda que disperso, tem surgido nas regiões de Lisboa, Coimbra e Norte de Portugal. O projecto do Inteli, um centro de inovação sem fins lucrativos sedeado no TecMaia, é integrar a oferta já existente, em torno de "um conceito comum e de um projecto internacional", refere Luís Reis, 33 anos, responsável por um documento de "Estratégias para o Desenvolvimento do 'Cluster' da Mobilidade em Portugal", que foi discutido pela Edisoft, Skysoft, Critical Software, ParaRede, Ydreams, AlmaDesign e por um projecto original de sondas urbanas móveis (que dará origem a um "spin-off") de um núcleo de estudantes do Instituto Superior Técnico, de Lisboa. Trata-se de um grupo de empresas portuguesas que poderão começar a dar corpo ao "'cluster' da mobilidade". O estudo refere a importância da mobilidade "ser encarada como uma 'utility'" e a necessidade de soluções desburocratizadas e não-fragmentadas "de pacotes integrados de serviços, incluindo uma factura única de mobilidade".

    Mês de Novidades

    Refira-se que, algumas das empresas, têm projectos de demonstração em fase final. Paulo Dimas, do grupo de estudantes do IST, fará, brevemente, uma apresentação de um serviço em que o cidadão poderá ter no telemóvel uma ferramenta de gestão do tempo de deslocações e de trajectos óptimos. Por seu lado, a ParaRede vai lançar a "Voz da Cidade", uma primeira aplicação de conteúdos museológicos na palma da mão, e a Edisoft com a Universidade do Minho organizará um "workshop" internacional onde será apresentada a plataforma "use-me.gov", de serviços públicos para utilizadores móveis a nível regional.

    Um dos ambientes que poderá facilitar a criação de "casos-piloto" para uma modelo de cidade da mobilidade é o dos eventos de massa, que se têm multiplicado no nosso país. "A área do turismo de eventos é uma das melhores alavancas", concluiu Diamantino Costa, 36 anos, vice-presidente da Critical Software, que participou no "workshop" de debate do documento do Inteli.

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