Estratégias Ke Solucionam (mesmo)
Um exemplo brasileiro, ainda se firmando
de Jack Sickermann, Rio de Janeiro
Estamos sendo bombardeados todos os dias com frases de efeito como: "A estratégia do governo no racionamento da energia eletrica", ou "a estratégia da nossa empresa frente à globalização", etc., é só abrir os jornais para encontrar exemplos aos montes. Não se deve esquecer os encartes em papel caríssimo convidando para a "imperdível" palestra deste ou daquele "guru dos negócios", com uma ficha de títulos mais longa do que a das condenações dos nossos maiores bandidos. E como são caros estes eventos.
E qual é a sensação que estas "estrategias" deixam na gente? Que soam bem, mas pouca praticidade tem. Se diferente fosse, não iriamos ler todo dia que executivos do mais alto escalão admitem que a sua estrategia não deu certo, porque este ou outro fator não previsível atrapalhou tudo.
Por que será? Seriam as fatalidades da vida, má sorte, o governo ou algo assim? Não, isto acontece porque são baseados em universos grandes e abstratos demais, supondo uma linearidade que não existe.
O que na verdade precisamos é algo bem prático, que nos permite respeitar os nossos gostos, as nossas aptidôes, aproveitar as experiências acumuladas ao longo da vida. Depois deste exame de si próprio, basta encontrar aquele problema que saibamos solucionar melhor do que qualquer outro.
Pode parecer difícil, mas a EKS nos dá as ferramentas que facilitam esta tarefa. E não esqueçamos: muito mais difícil é fazer o que os outros fazem, achando que nós vamos nos também dar bem, e arcar com o fracasso inevitável. Quem não lembra da onda dos vans de passageiros e de cachorro-quente. Saia desta e trilhe o seu próprio caminho.
Agora vou contar um pouco como eu estou caminhando...
Por formação sou pedagogo social, e depois de 7 anos como profissional na Alemanha cheguei ao Brasil em 1979 como voluntário, então com 32 anos. Trabalhei por 4 anos em favelas da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Minha família e eu resolvemos ficar, mas não queria mais ser assistente social, entendi que as pessoas não precisam de assistência(lismo), mas de oportunidades reais. Achei que seria mais útil promovendo cooperações entre empresas brasileiras e alemãs, e consegui um emprego na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, no Rio. Foi lá e através dum anúncio num jornal alemão que conheci a EKS em 1984.
Fiz o curso por correspondência e aproveitei alguns ensinamentos, porém não fui "fundo" o suficiente, assim mesmo obtendo algum sucesso. Isto é aliás um perigo muito comum, você faz progresso e "se esquece" de completar a tarefa.
Depois de alguns anos na Câmara, continuei o mesmo trabalho, formando com parceiros uma consultoria. Meu interesse em questões do meio-ambiente me fizeram juntar empresários e formar uma entidade de fomento à produção industrial responsável, i.e. com o menor impacto ambiental possível. Participamos também da Rio-92, mas a "ressaca ambiental" depois da conferência não permitiu continuar este trabalho, afinal a gente precisa se sustentar.
Ocorreu que a empresa alemã que eu achava ter melhor atendido como consultor, em termos dos preceitos da EKS, me convidou para organizar a distribuição dela na América Latina, o que fiz durante 6 anos. Como ela fabrica equipamentos e utensílios para jardinagem e irrigação, meu trabalho me levou a conhecer a situação do abastecimento d'água em todos os países do nosso continente.
Mas, concluído este trabalho, o minha vontade continuava sendo voltar a trabalhar em meio-ambiente, minha necessidade ganhar a vida. Como conciliar isto, ainda mais com 53 anos?
Em vez de enviar um monte de currículos, resolvi abraçar algo que para mim reune todos os ingredientes que a EKS recomenda: o gerenciamento das águas de chuva. Pois isso
- me permite trabalhar em prol do meio-ambiente, é o que eu gosto e encaro como a minha missão;
- requer habilidades que tenho, como línguas, capacidade de dar palestras, convencer pessoas a trabalhar juntos;
- e sobretudo possibilita trabalhar em cima de dois problemas que afligem, de forma crescente, a população urbana: enchentes e falta d'água. A chuva captada dos telhados não invade as ruas, não se contamina e não suja os cursos d'água, e pré-filtrada serve para muitos usos que não dependem de água tratada, como descargas de banheiro, lavar roupa, irrigar jardins, repor água da piscina e lavar pisos, diminuindo a escalada da demanda por água tratada.Solucionamos estes problemas melhor do que outros, porque
- a solução é mais barata, mais fácil de se instalar e tecnologicamente muito mais simples do que qualquer outra forma de tratamento e reuso de águas servidas;
- asseguramos o apoio duma empresa alemã, que tem tecnologia, força inovadora e visão para enxergar o potencial do mercado brasilieiro;
- somos os primeiros a por no ar um site específico em português; e
- tomamos as providências necessárias para atender o mercado com os produtos que compõem o sistema, sejam eles produzidos sob nossa responsabilidade, sejam eles de terceiros (como p. ex. tanques);
- cuidamos para que os clientes sejam também atendidos nas suas necessidades por projetos, orçamentos e instalações nos prédios, galpões e casas; e
- atraimos um número crescente de parceiros, que nos apoiam a difundir a idéia do gerenciamento das águas de chuva, porque enxergam melhores vendas e vantagens para os seus clientes. Um exemplo: o fabricante de calhas, que não mais vende um produto, mas uma solução: água adicional para quem precisa e/ou mais proteção contra enchentes retendo a mesma antes que invada o seu pátio.Enquanto grandes empresas nacionais do ramo de saneamento ainda enxergam a chuva como problema, do qual é preciso livrar-se o mais rápida possível (águas pluviais são abordadas no catálogo "esgoto"), nós já mostramos ao público que a água de chuva é um verdadeiro presente do céu, uma solução cada vez mais imprescendível.
Sem tirar o foco do aproveitamento da água de chuva, que é nosso "core business", vislumbramos e incentivamos cooperações em áreas que também pertencem ao gerenciamento das águas de chuva, como o "telhado verde" (telhado com vegetação, vide a próxima edição da revista "Natureza" com exemplos nacionais e estrangeiros), que retém e evapora a chuva, e os pavimentos hidro-ativos, que deixam a chuva infiltrar-se (combatendo assim a impermeabilização urbana, causa maior das enchentes) e realimentando os lençois freáticos.
Enfim, estamos ainda no início, mesmo depois de mais dum ano de trabalho, mas estamos calçados em soluções amplamente testadas na Alemanha e em outros países, e temos respostas, em forma de produtos feitos na Brasil, para problemas que infelizmente se acentuam cada vez mais no Brasil: falta d'água e enchentes urbanas.
E não há satisfação maior do que oferecer aquilo que realmente faz sentido, ajuda a resolver problemas reais. Até agora, não gastamos um tostão em publicidade na mídia impressa, mas tivemos a nossa proposta publicada nas principais revistas especializadas,
em vários jornais e em publicações de administradoras de condomínios. A explicação é simples e prevista na EKS: quando uma solução é quase que "irresistível", i.e. faz as pessoas reagir com um "é mesmo", ela é interessante e recebe propaganda boca a boca.
Isto tudo não é nem milagre e muito menos genialidade, a boa notícia da EKS é que qualquer um tem um dom, uma abilidade e pode, independentemente da sua situação social e grau de instrução, tornar-se o melhor solucionador para um determinado problema dum grupo-alvo definido.
EKS é como instrutor de karatê, não te ensina a criar músculos antes de fazer algo, mas de agir já com as forças que tem hoje, basta concentrá-las no ponto certo para fazer impacto.
Tem mensagem mais esperançosa para os nossos jovens, agora que o emprego formal é cada vez mais difícil, e as exigências ás qualificações cada vez maiores?
Quem quiser saber mais pode acessar: www.agua-de-chuva.com e contactar-me pelos telefones e e-mail indicados no site.
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