Um centauro nos 'States'

A estória de como nasceu um nome tão bizarro

O nome (bizarro) da empresa tem uma história cheia de peripécias. Convencer o Registo Nacional de Pessoas Colectivas, há mais de três anos atrás, a aprovar um nome 'estrangeiro' não era fácil. O processo arrastava-se e a pressão dos 'States' apertava; do lado de lá do Atlântico precisavam de um interlocutor empresarial com nome.

«Depois de muitas pesquisas na Web e de andar atrás de especialistas em astronomia, a salvação esteve numa simples prateleira de um hiper do Pão de Açúcar e na compra de um Atlas Universal», ri-se João Ribeiro da Costa, um dos fundadores da Chiron - Sistemas de Informação, Lda..

Como as traduções, por vezes, são apressadas, o termo quíron, um pequeno satélite de Saturno, descoberto em 1977, com uma diâmetro equivalente aproximadamente à auto-estrada de Lisboa ao Porto, aparecia como «chiron», e a empresa viu a luz do dia, convencendo os burocratas renitentes.

Mas, a sorte aos nomes não se ficaria por aqui. Pouco depois, os fundadores descobririam que Quíron foi, na mitologia grega, um centauro 'bom', educador de personagens como Aquiles e Jasão. O centauro logo passou a fazer parte da imagem da empresa e no canto da página na Web (http://www.chiron.pt) marca a sua presença auspiciosa. A mitologia só pegou uma pequena partida, mas ela não afectará certamente a Chiron: ferido acidentalmente por um dardo envenenado de Hércules, Quíron doou a sua imortalidade a Prometeu.

Com os deuses a soprar por trás, este centauro português teima em não largar o mercado norte-americano. «Não só nos ligam razões afectivas aos 'States', em virtude do empurrão que nos deram os projectos iniciais com a NASA, como, para qualquer empresa da nossa área que pretenda ter um crescimento acelerado, estar na América é essencial», refere-nos o nosso interlocutor. «Mas não se pode encarar esse mercado de um modo ingénuo e carregado de ilusões. É necessária uma postura cuidadosa e uma estratégia bem definida, em particular é preciso ter um produto maduro nas mãos capaz de se posicionar na liderança num dado nicho», prossegue Ribeiro da Costa.

A entrada em força na América ainda não está na mira. Além do tal produto-standard, será necessário capital e, neste ponto, o director da Chiron lamenta o panorama português: «A dado passo, no ano passado, envolvemo-nos numa abordagem com uma das tais capitais de risco portuguesas, mas rapidamente verificámos que eles não tinham a mínima percepção do tipo de negócio em que estávamos. A definirmos o alvo dos EUA certamente teremos de recorrer às 'venture capital' de lá».

Página Anterior
Canal Temático
Topo da Página
Página Principal