John Nesheim, de sandwich em riste e limonada bebida por palhinha, numa simpática esplanada no Vienna Woods*, no centro de Saratoga, com trinta e muitos graus

O Papa das "Start-Ups"

em entrevista a Jorge Nascimento Rodrigues e visto pelo traço de Paulo Buchinho

Parceria com a revista Ideias & Negócios

Sofreu na PELE os problemas das empresas-bébé. Andou inclusive no psicólogo e deixou a mulher nervosa com a hipoteca da casa para financiar a sua ideia.
Mas transformou 20 e tal anos de experiência pessoal, observação e acompanhamento de 'start-ups' numa COMPETÊNCIA, num saber, em que é considerado um dos especialistas mundiais.
Um manual de apoio ao empreendedor que publicou em edição de autor em 1997 transformou-se agora num ÊXITO de vendas com a reedição de 2000 por uma das prestigiadas editoras americanas.
Fomos apanhá-lo em plena mudança de casa e tropeçámos com uma romancista policial na garagem.
Levou-nos a um restaurante de "ambiente europeu" em pleno Silicon Valley e confessou que se recomeçasse a vida... seria, seguramente na FINLÂNDIA!

Logotipo Vienna Woods*Um restaurante austríaco cujo lema é "atmosfera e comida europeia" (a atmosfera era óptima sem dúvida e o "cachorro"
com salsicha - alemã? - também). Definitivamente, Saratoga
é um dos mais bonitos locais do Silicon Valley

 O site de John Nesheim | Artigo de apresentação de Nesheim 
Crime disse ela - um romance policial pela mulher de Nesheim
Nesheim em Lisboa (Novembro 2000)

A altura era a pior - John estava em mudanças para Carmel, um ponto turístico afamado onde vive uma muito activa comunidade artística, a duas horas do coração do Silicon Valley.

Acabara de vender a casa a um cientista das biotecnologias (sinal dos novos tempos no Vale do Silício) - uma casa nas montanhas de Saratoga com uma daquelas vistas de filme. "John, como é que você vai deixar um sítio destes?", interroguei-me, quase a meter, distraidamente, o sapato na piscininha fabulosa a dar para um balcão com uma paisagem de inveja. "A minha mulher...", comentou ele - ainda eu não tinha tropeçado nela na garagem, uma história para vos contar em caixa.

John Nesheim, com 58 anos, é engenheiro de formação, mas desde 1976 que se "especializou" em "start-ups" de alta tecnologia, no berço delas - ali, em Silicon Valley. Há três anos atrás resolveu lançar, em edição de autor, um manual condensando a experiência de vinte e tal anos, desde que começou por acompanhar a vaga de empresas-bébé que nasceram com o computador pessoal em meados dos anos 70. Assistiu aos altos e baixos até ao ciclo mais recente em volta das "dot-com", e extraiu "dicas" preciosas.

O livro despertou atenção e uma editora de renome - a The Free Press - pegou nele este ano. John reviu e actualizou a reedição e esta rapidamente se transformou em "best-seller" nas primeiras semanas de Maio quer nas livrarias da região como na lista da revista "Business Week".

Capa do livro High-Tech Start-Up O titulo é de compreensão imediata - High Tech Start Up: The Complete Handbook for creating successful new high tech companies (compra do livro) (uf!, mais um daqueles títulos à americana). Custa (50 dólares!) o dobro do preço médio de um livro de management, mas, depois de se começar a folhear, percebe-se porquê - é, de facto, um manual, útil a empreendedores e não só. Aquelas trezentas e tal páginas têm ali muito "knowledgeware" (perdoem mais este palavrão) do autor.

O nosso anfitrião ocupa-se, por ano, de não mais de quatro casos de "start-ups". "Nunca me meto em demasiadas coisas", sublinha, ao dar a última trincadela na "sandwich". Acompanha-as e apoia-as ou porque estão dentro do portfólio dos seus interesses na alta tecnologia ou porque quer experimentar novas coisas - "por exemplo, uma nova estratégia de negócio", desvenda sorrindo. Para saber mais sobre Nesheim, consulte-se o seu cartão de visita na Web em http://www.startupweb.com.

FACTOS DA VIDA
  • A probabilidade de uma boa ideia chegar ao IPO é de 6 num milhão. Mas não desista.
  • O capital de risco só financia, em média, 6 por mil dos projectos que lhe chegam à secretária. O seu pode ser um desses seis.
  • Apenas cerca de 10% das "start ups" financiadas por investidores conseguem chegar à fase de IPO. A sua pode passar esta lotaria.
  • Mas 60% das "start ups" financiadas derretem o dinheiro e fecham ou vão à falência. Não desanime.
  • Cenário restante: 30% são adquiridas por outras empresas antes de chegar ao IPO. É uma saída honrosa.
  • Em média, os fundadores ficam com apenas 4% do seu bébé, depois do IPO. Esteja preparado psicologicamente para isso.
  • Uma "start up", nos anos 90, levou, em média, entre 4 a 6 anos para chegar à fase de IPO. Por isso, não seja demasiado apressado - o IPO pode sair careca.
  • Os custos pessoais de criar e fazer sobreviver uma "start up" são elevados - não se iluda. O único antídoto contra os traumas é uma vida pessoal equilibrada: não largue os seus "hobbies" e outros interesses; não se isole da família nem dos amigos; não jogue os bens da sua família (que não são só seus, lembra-se?) sem o consentimento dela.
  • Mas, apesar do local apetitoso desta sua ex-casa, John optou por um restaurante de sabor austríaco no centro de Saratoga e entre umas "sandwiches", uns "cachorros" e umas bebidas com palhinha, mostrou porque é considerado o "Papa" da consultoria sobre "start-ups".


    A euforia dos IPO (oferta inicial em bolsa) das empresas-bébé nascidas com a vaga "dot-com" continua de pedra e cal?

    J.N. - Há sinais claros de esgotamento do modelo em que temos vivido nos últimos quatro a cinco anos, aqui nos Estados Unidos. A loucura parece ter tido um ponto de inflexão no final do primeiro trimestre deste ano. Os capitalistas de risco (1) cancelaram muitas análises de "business plans" e estão a repensar o portfólio, tanto quanto eu sei. Com esta inversão no clima bolsista, as aquisições estão a voltar ao de cima e os IPO a perder algum encanto. Muitas "start ups" estão a começar a ser compradas pelos gigantes existentes. Estes, aliás, estão a responder muito mais rápido às oportunidades de negócio, do que há uns anos atrás, em que estavam mais a assistir do que a actuar nesta nova vaga.

    Essa mudança foi um choque psicológico tremendo, não?

    J.N. - Quando reescrevi a introdução para este livro, que saiu agora, chamei a atenção para o facto da vida de que há ciclos - CICLOS - e que as pessoas não se devem deixar iludir. E, desse modo, as janelas de oportunidade para os IPO de "start ups" abrem e fecham-se em função do que se passa no mercado de capitais. Basta olhar para a história das últimas décadas: o período de "boom" ligado ao PC nos anos 80 acabou por findar. Com a biotecnologia de então foi a mesma coisa. Com a Net, o "boom" começou em meados dos anos 90 e há de terminar.

    Será que posso concluir das suas palavras que as grandes empresas poderão passar a desempenhar um papel mais importante do que os capitalistas de risco?

    J.N. - Não estou a dizer isso. Creio, contudo, que uma das fontes emergentes de fundos de risco são as grandes empresas da alta tecnologia com liquidez que estão, agora, muito activas na vaga da Web. Muitas delas foram "start ups" nos anos 70. O que se designa por "corporate venturing" será cada vez mais importante e pode ser um dos parceiros fundamentais de investimento nas "start ups" actuais.

    As grandes tentam até "imitar" o empreendedorismo! É moda de pouca duração ou veio para ficar?

    J.N. - As grandes estão elas próprias a criar uma nova raça de "start ups", que eu designo de "start ins". São um novo fenómeno. Os gigantes estão a patrocinar o espírito empreendedor existente dentro dos seus quadros e a criar "start ups" a partir de dentro. Obviamente por razões estratégicas. Neste aspecto, prosseguem objectivos diferentes dos capitalistas de risco - estão mais interessadas em adquirir novas tecnologias, aceder a novos mercados, complementar a sua oferta, experimentar novos modelos de negócio. Esses motivos são mais fortes do que os financeiros, tanto quanto tenho observado.

    Mas os capitalistas de risco continuam a ter muito dinheiro...

    J.N. - Montes de dinheiro...

    ...Certamente não o vão deixar a dormir. Onde é que o irão investir?

    J.N. - Nas próximas vagas - nomeadamente nas ciências da vida e no que vem a seguir nas tecnologias de informação. O jovem cientista que comprou esta minha casa está na biotecnologia, que está com um novo fôlego - sabe-se lá o que vai sair dali.

    A genómica parece ser a grande "coisa" do futuro...

    J.N. - Será certamente um dos próximos mercados em "boom". Acontecerá com a genómica o que sucedeu no último ciclo da biotecnologia. Tanto os gigantes como as "start-ups" procurarão posicionar-se na linha de partida e muitos adquirirão outros tão rapidamente quanto possível. A "bio" é um jogo para 10 a 15 anos! Mas não é só aqui que vai estar o futuro...

    Que outras áreas pressente que os capitalistas de risco estão de olho?

    J.N. - Tudo o que estiver ligado à saúde também vai estar sob o radar dos capitalistas de risco. Junte-lhe as áreas da optoelectrónica, da banda larga e do "sem fios". E, na sequência da Web, sem dúvida o que chamam de "business to business", ou seja, os negócios entre empresas na plataforma electrónica vão ser mais importantes do que os dirigidos ao consumo. E li há pouco tempo que Peter Drucker referiu que a próxima "grande coisa" será o ensino à distância. À parte este rol todo, há o que chamo de n.d.b.f....

    N.D.B.F.?!

    J.N. - "NEVER done before" - NUNCA feito dantes! Eu dou aulas nos Países Nórdicos e no Oriente e você nem imagina o que os meus estudantes dizem - falam-me das coisas mais inverosímeis que irão surgir.

    O John vai frequentemente à Europa. No seu "termómetro" pessoal como é que ela está?

    J.N. - Há uma grande mudança a nível do empreendedorismo. Mudou da noite para o dia, nos últimos dois a três anos. Mas, apesar da grande mudança nas gentes que querem fazer coisas, persiste algo de "errado" na fotografia - os políticos e os líderes profissionais ou sectoriais corporativos recusam-se a passar do socialismo (2) para o capitalismo. Por isso, o fenómeno das "start ups" está, ainda, um bocado "underground". Na Ásia, a Web está a ser, também, como um tufão na economia. Mas digo-lhe uma coisa - se eu tivesse de recomeçar, agora, ía para a Finlândia - Helsínquia era a eleita, no coração do sem fios!

    Mas são só os políticos e os defensores dos interesses adquiridos, ou há algo mais que permite a essa gente emperrar a roda da mudança?

    J.N. - Há a cultura. A Ásia e a Europa têm constrangimentos culturais, como o de que falhar é crime para toda a vida! Aqui, no Silicon Valley, por mais paradoxal que pareça, os capitalistas de risco adoram os tipos que falham e aprendem algo com a vida. Mais do que os que tiveram enorme sucesso uma vez, se encheram, viraram novos ricos e se estatelaram, depois, ao comprido.

    Voltando ao tema do seu livro - a que é que um capitalista de risco dá mais valor numa ideia que lhe é apresentada?

    J.N. - Ao tipo certo com uma ideia original no momento certo. Há cada vez mais concorrência entre projectos de "start ups" similares. O factor crítico é saber qual é vantagem competitiva que ele traz. Eu chamo-lhe "vantagem desleal". Mas isso não chega. Logo depois, o que conta é saber se ele tem ou não uma equipa de gestão. Se não tem, tem de a arranjar, especialmente um CEO - ou, então, metem-lhe lá um. O principal lamento dos capitalistas de risco e dos investidores em geral é a falta de bons gestores nas "start ups".

    Mas "original" significa o quê - uma ideia tecnológica brilhante?

    J.N. - De facto, muitas "start ups" de alta tecnologia acreditam na magia da sua tecnologia como a razão da sua competência distintiva. Contudo, a história mostra que é preciso muito mais do que tecnologia para se ter sucesso no longo prazo. Tecnologia é uma coisa que se copia.

    Então, o que diferencia?

    J.N. - É preciso que os líderes das "start ups" estejam preparados para responder a duas questões incómodas: 1º - o que é que vocês têm MAIS do que tecnologia?; 2º - que competências é que têm para, se o mercado for diferente daquilo que imaginavam ou planeavam, MUDAR tudo no famoso "business plan"?

    Para concluir, você próprio conta que tem experiência pessoal directa do que é sucumbir a uma crise de nervos à frente de uma "start-up". Quer contar algum detalhe?

    J.N. - "Pifei" de facto quando trabalhava como CEO de uma "start-up" de software - e ainda bem que tinha uma excelente mulher e bons amigos que me ajudaram no momento decisivo.


    Notas:
    (1) "Venture capitalist" é o termo usado em inglês. Entre nós, popularizou-se com a designação de "capitalista de risco", que pode não ser a melhor.
    (2) Neste caso, "Socialismo", para os norte-americanos, é o capitalismo europeu fortemente ancorado no Estado e nos sistemas de segurança social, quer seja governado com cores à direita ou à esquerda.

    CRIME DISSE ELA
    ASSASSINATO NO SILICON VALLEY

    GiselaEla tinha chegado num Porsche Carrera cor de prata e cruzou-se connosco (1) de raspão na garagem da vivenda. "Hi!", disse ela simpaticamente, quase a correr. "My wife, Gisela", acrescentou John.
    Como estavam em mudanças, a garagem estava pejada de caixotes e arrumações, e tropeçámos numa pilha de caixas de cartão com umas letras estranhas escritas a esferográfica - "MURDER" (Assassinato!).
    Como tínhamos soletrado a palavra e apontado com o dedo (bem à portuguesa), Gisela Nesheim apercebeu-se da surpresa. Sorriu bem à americana, foi à cozinha, mesmo ao lado, buscar um facão e, num ápice, abriu uma das caixas - de lá saíram alguns exemplares de High Tech Murder - A Silicon Valley Murder Mystery (2).
    O mistério das caixas estava desvendado - Gisela, além de trabalhar no Nesheim Group, já escreveu um romance policial. O livro é pura imaginação, confessou - mas foi despoletado por um julgamento em meados dos anos 90 em torno de um roubo de propriedade intelectual no mundo do software.
    Em 1998 - adiantou-me mais tarde - tentou começar uma sequela, da qual tem três capítulos completos, mas a azáfama nos negócios do marido deixou-o na prateleira. Por isso, não está a programar escrever outro policial - mas confessou que estaria tentada a escrever um não-ficção, sério, sobre o que tem a ver o "Fausto" de Goethe com o que "move" os engenheiros do Silicon Valley.
    O segundo mistério - o do livro - esse tive de o desvendar na esplanada do simpático hotelzinho de bairro em São Francisco.
    As trezentas páginas do romance espelham todos os tiques do Silicon Valley - personagens tremendamente sozinhos, embrenhados nos computadores nos cubículos dos "open space" ou em casa (onde transformam uma das divisões em "lab"), que não dispensam beber uma mistela que dá pelo nome de "espresso" com leite (cafe latte, como diz a máquina - que horror!) antes de começar a trabalhar pela manhã, que nunca se percebe se namoram ou não, que vivem colados ao écran para saber as cotações (têm todos no papel - e alguns não só - umas boas maquias em "stock options"), que lêem religiosamente de manhã o Mercury News (San Jose Mercury News - o melhor diário do Vale, sem dúvida), que "surfam" na Web ao domingo à tarde entre paredes no condomínio onde vivem, que passam a vida a dizer para os seus botões: "Pára tudo. Focaliza-te"...
    O assassinado é Jeff, que tem uma daquelas antigas carrinhas Volskwagen, e que criou umas formas de vida digital que permitem actuar como "polícias" contra entradas abusivas no seu computador e, ao mesmo tempo, entrar no reduto dos intrusos sem eles darem conta disso. Uma invenção que revolucionaria os sistemas de segurança. Moral da história: um chefe (Loren, vice presidente de Investigação & Desenvolvimento) resolveu roubar-lhe (já era a segunda vez que o fazia) o invento e mandou alguém dar-lhe uns abanões para o assustar - só que o executor bateu com a pistola com demasiada força na nuca de Jeff e matou-o manhã cedo no cubículo de trabalho na empresa.
    A história poderia ficar por aqui deixando à polícia o trabalho de desenrolar a trama. Só que... a ex-namorada (Angela, a fazer de guia turística na Tanzânia, mas que herdou uma fortuna) é acometida de saudades e maus pressentimentos (tem sonhos premonitórios, desde miúda), telefona, sabe de chofre da notícia e regressa, e o colega (Brian) que o descobre morto é pressionado a investigar o caso por uma outra colega loira, de olhos castanhos escuros e atrevida no vestir (Michelle), que era secretária do mau da fita, e por Brigitte (que, a páginas tantas, dá uma magistral lição sobre IPO e "stock options"), que não se sabe se é namorada dele ou não. Resultado: a equipa descobre tudo.
    Mas, Gisela (a autora) teima em não ficar por aqui - e, nas últimas dez páginas, inventa um final em grande, com uma boa "moral" empreendedora. Angel (diminutivo de Angela), refeita do choque, resolve convidar os outros companheiros, nesta viagem de revelação do assassinato do bem-amado, a criar uma "start up" para pegar no invento de Jeff e o levar ao mercado.
    Como dinheiro não era problema (a ex-namorada de Jeff tinha um bom pecúlio, não em papel, mas em "reality cash"), a mensagem final é simples: "Mantenham os olhos abertos para arranjarmos gente que se adeque a esta cultura única que queremos criar na nossa 'start up'", comenta Angel, a duas linhas do final.
    Se Gisela, uma alemã de origem, tivesse de continuar este final, garante-me que a "start-up" iria até ao IPO. Contudo, nesse processo, nessa caminhada, muitos desafios se colocariam aos personagens, que teriam de "crescer" e de "mudar" intimamente para conseguirem o sucesso. O hipotético livro gastaria um bom pedaço de páginas a mostrar essa "luta" pessoal. Mas - paciência - essa continuação não vai mesmo sair nunca da pena de Gisela Nesheim.

    Notas:
    (1) Não se trata do plural magestático, mas do facto de que éramos, na verdade, uma mini-delegação portuguesa: eu próprio, o fundador da Ideias & Negócios, e o presidente da Associação Nacional dos Jovens Empresários, portuguesa.
    (2) O livro foi editado em parceria com a Strategic Enterprise Consulting e pode ser adquirido através do "site" de Nesheim em www.startupweb.com.

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