O modelo clássico da evolução da «start up»

O «paper» de 1972 de Larry RE. Greiner publicado na revista Harvard Business Review aqui revisitado e comentado por Michael Gerber

Jorge Nascimento Rodrigues leva-o ao artigo pioneiro 'Evolution and Revolution as Organizations Grow', republicado na HBR de Maio-Junho de 1998

 O artigo de Greiner | Entrevista com Michael Gerber 

Larry Greiner O modelo clássico de compreensão da evolução por fases de uma 'start up' (jovem empresa) do bibe ao fato e gravata foi apresentado em 1972 por Larry Greiner na revista Harvard Business Review, que resolveu, no ano passado, republicá-lo com um comentário do autor (ver edição de Maio-Junho de 1998).

Greiner continua a ser professor de gestão e organização na Marshall School of Business da Universidade do Sul da Califórnia e veio falar da evolução das jovens empresas através de cinco fases sucessivas - criatividade, direcção, descentralização (como hoje designa o que então chamou de fase da 'delegação'), coordenação e colaboração - a que associava, no final de cada uma, uma crise de crescimento parteira de novo salto.

O filme das crises de crescimento que ele considerava como períodos revolucionários era assim desenhado: depois da criatividade inicial vinha uma crise de liderança por parte dos fundadores; depois da fase de criação de uma direcção gerava-se uma crise de falta de autonomia; depois da fase de delegação e descentralização acabava-se numa crise de perca de controlo; depois da etapa seguinte da coordenação vinha uma crise de aversão à burocracia; e depois da fase da colaboração advinha o sentimento de que o trabalho em equipa e a reflexão estratégica dentro das fronteiras internas da empresa já não chegava. Greiner associava a cada etapa um conjunto de boas práticas de gestão - boas para aquele período, mas que depois se tornavam obsoletas.

O autor parava por aqui nos anos 70. No seu comentário de hoje acrescenta uma sexta fase, em que fala da criação de um arquitectura do negócio baseada numa holding e numa rede que pôe em marcha o conceito de empresa 'estendida' para além das suas fronteiras internas, envolvendo alianças, parceiros e participações cruzadas.

A lógica da história da evolução era impiedosa e dolorosa, explicava Greiner. No meio de uma dada crise no final de cada fase, era indispensável limpar a cabeça dos velhos paradigmas, mesmo daqueles que haviam tido sucesso no crescimento da jovem empresa. O que não era (é) nada fácil para os fundadores e os gestores que haviam capitaneado o sucesso de cada uma das etapas.

Michael Gerber acha que esta descrição é demasiado académica e literária. «Greiner foi dos primeiros a descrever um fenómeno importantíssimo, mas a meu ver é irrealista. As fases de que fala não colam com a realidade. Ninguém faz as coisas como ele as desenhou: primeiro há que fazer isto, depois aquilo. Esses estágios são irrelevantes. A minha experiência de lidar com pequenos negócios tem pouco a ver com esse modelo», num comentário muito crítico que nos fez sobre o referido artigo.

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