A (grande) empresa «personalizada»


O modelo de grande empresa posto em prática por Alfred Sloan, o lendário líder da General Motors ao longo de mais de 30 anos, assente numa organização multidivisional e num corpo de profissionais da gestão a vários níveis hierárquicos, foi posto em cheque desde meados dos anos 80 - não, uma vez mais, por académicos ou gurus, mas, na prática, por chefes de empresa, como os da ABB, da IKEA, da Intel, da GE, da 3M, etc., para citar algumas das vinte empresas que, entre 1990 e 1996, Sumantra Ghoshal, da London Business School , em colaboração com Christopher Bartlett, andou a estudar ao pormenor.

Os resultados dessa pesquisa apontam para uma segunda revolução da gestão em curso, em que se está a desenhar um novo tipo de grande empresa, que baptizaram de «personalizada». O seu traço comum é a passagem do império dos 3 «S» (em inglês) - estratégia, estrutura e sistemas - para os 3 «P» - propósitos, processos e pessoas. Envolvendo este novo eixo estão diversas formas de organização a emergir.

Os resultados desta investigação foram publicados em The Individualized Corporation - A fundamentally new approach to Management (Compra do Livro), editado recentemente pela HarperBusiness, um livro que pretende - e consegue - ser uma sistematização do muito que se tem dito, disperso, nos últimos anos sobre o problema. É um livro que vai marcar seguramente o ano de 98 e que revela a força emergente de uma das escolas inglesas de gestão.


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