Dicas
Úteis
As "dicas" de Neil
Weintraut
- As raízes da explosão
da Internet estão há 27 anos atrás com um projecto militar do tempo da Guerra
Fria. A rede ARPANET, então criada, era o protótipo de uma infraestrutura
de comunicações por "pacotes" que poderia sobreviver a um ataque nuclear.
- Pode parecer incrível,
mas as transformações dos últimos vinte anos, com a invenção do microprocessador,
o advento do computador pessoal, o crescimento da Microsoft e a queda da IBM,
são meras rajadas de vento comparadas com o tornado, o furacão e o «tsunami»
que é a Internet.
- A Net é mais importante
pelo que permite, do que pelo que é. É mais fenómeno, do que facto. É uma
metáfora (como o é a palavra «Hollywood»), mais do que um «sítio» ou uma «coisa».
- É mais do que um novo
canal de comunicação. Dito de outro modo, não se trata de o "usar" para fazer
coisas a que estamos habituados, mas sim para fazer coisas diferentes e de
um modo diferente.
- A Net transformou-se
num novo mundo - virtual - que está a funcionar como um movimento cultural
de massas na entrada do séc. XXI, um pouco como os Beatles funcionaram nos
anos 60.
- Muitos dos «sites»
na Web já têm mais assinantes regulares do que muitos dos jornais e revistas
de prestígio internacional. Mais gente visita regularmente a Netscape, ou
o Yahoo!, ou o ESPNET SportsZone, do que lê a Newsweek, ou a Forbes, ou o
Sports Illustrated. PointCast, por exemplo, atraíu mais de 1,5 milhões de
assinantes logo nos primeiros seis meses, o que é equivalente à base de assinantes
do The Wall Street Journal.
- A Net provovou um
disparo no segundo mercado bolsista americano. Começando com a NETCOM Online
Communications em Dezembro de 1994, gerou logo mais de 20 ofertas públicas
iniciais de acções, mais do que toda a restante indústria de base tecnológica
naquele ano. Além disso, rompeu com regras bem estabelecidas na finança, de
que uma empresa de base tecnológica não podia ir à bolsa com menos de vinte
anos, e que as valorizações não poderiam exceder os 50 por cento.
- Onde a IBM e o Departamento
de Justiça norte-americano falharam, consegui-o a Net ao ameaçar pela primeira
vez a Microsoft. Essa «coisa» excêntrica obrigou o rei do software a consecutivos
golpes de rins.
- O alcançe é a perder
de vista. A Net está a afectar tudo.
- A velocidade da inovação
é incomparável hoje. Antes, qualquer inovação levava uns 5 a 10 anos a ganhar
significado. Com a Net, ela corre cinco a dez vezes mais rápido. Dantes, as
inovações precisavam de um certo tempo de construção de uma nova infraestrutura.
A Net usa a infraestrutura e as indústrias existentes
- A escala é outra.
Dantes, um software levava 5 a 10 anos a permear o mercado. O «browser» invadiu
o mundo dos computadores apenas em dois anos.
- A ideia inicial está
ultrapassada. Mais do que um ambiente de navegação, a Net é um poderoso meio
com múltiplas utilidades. Da navegação passou-se ao «uso», com casos como
o PointCast (noticias a seu gosto), ou o Travelocity (apoio a viagens), ou
a Amazon.com (encomenda de livros e novidades literárias).
- Deixou de ser um «medium»
isolado. Há quem o esteja a cruzar com media convencionais, como o faz a CNET
(abordada neste livro), ou o MSNBC (surgido da junção da Microsoft com a NBC)
ou a ESPNET SportsZone.
- O sector do software
para a Web permitiu o renascimento daquela indústria e virou-a do avesso nos
últimos anos. Softwares-chave nascidos com e para a Net são hoje estrelas
mundiais: a própria Web, a linguagem Java, o VRML (linguagem de modelação
em realidade virtual), os «canais» e o «push».
Adaptado da Introdução
escrita por Neil Weintraut, para o livro de Robert Reid