AS
NOVAS REGRAS
DA ECONOMIA DIGITAL
As empresas da economia digital descobriram novas formas de pensar estrategicamente
a presença neste novo meio, empreenderam novas formas de agir neste novo negócio
e aprendem em andamento.
Novas formas de
pensar o negócio
- O feed-back do
mercado é que manda
As empresas do "Estado Digital" facilmente criam ou abraçam novos conceitos,
como o de "lançar primeiro e aprender de seguida". Depois de ser criada, a
I/PRO (Internet Profiles, www.ipro.com)
lançou logo o produto que tinha na ideia, mesmo antes de ter sido plenamente
testado internamente, e apoiou-se no «feedback» do mercado até ele ficar correcto,
e depois continuou a modificá-lo em pleno voo - deste modo o próprio mercado
(de utilizadores) participou na plena criação do novo produto.
- Pensar local e
agir global
Como a Internet é um mar de milhares de «nichos» verticais, as empresas da
economia digital pensam "pequeno" - o seu nicho - para a partir daí criarem
grandes oportunidades à escala global, grandes mercados de tudo e de nada.
É o "pensar global, actuar local" dos anos 80 ao inverso - agora é "pensar
local e agir global", o novo mote para o final dos 90. Para os amantes do
nicho há mesmo o Niche Directory (ver em www.tricky.com/lfm/niches.html),
com uma série de máquinas de procura focalizadas em assuntos muito específicos,
a seu gosto.
- Comunidades de
interesses interactivas
As empresas do "Estado Digital" pensam o seu negócio em termos de comunidades
em torno de interesses e plenamente interactivas, e vêm a agregação destas
audiências e as discussões e empatia que criam como o motor deste mercado.
- Plataformas de
ligação
É esperado um crescimento dos negócios digitais que sejam pensados como plataformas
para outros se juntarem e ligarem, na execução de transações, no fornecimento
de serviços, ou na disponibilização de conteúdos. Por exemplo, a Talent Network
(ver em www.talentnet.com) criou uma
plataforma global para oferta e procura de talentos em diversas áreas.
- Os utilizadores
sempre na liderança
As empresas do mundo digital sabem que a Internet, como meio de comunicação,
não se guia pela lógica da radiofusão para as massas ou mesmo para nichos.
No mundo da Net, os próprios utilizadores podem difundir e são eles que puxam
a informação que querem. Por isso, as empresas da economia digital pensam
na relação com os clientes todo o tempo, e criam produtos e serviços que possam
dar poder ao utilizador.
- Sistema sanguíneo
e não apêndice do negócio tradicional
As empresas do "Estado Digital" têm uma visão especial sobre a Internet. Sabem
que ela é o sistema circulatório dos seus negócios, e não apenas um apêndice
das transações da economia tradicional.
Novas formas de
agir
- Novas marcas já
estão a nascer
As empresas da economia digital estão a criar novas marcas. Amazon.com (www.amazon.com)
no velho negócio das livrarias, criou uma marca digital que está com enorme
sucesso. SportsLine (www.sportsline.com),
por exemplo, no forte negócio da informação desportiva, criou uma marca nova
para a informação, entretenimento e «merchandising» desportivos. O mesmo sucedeu
com a SportsZone (www.espnet.sportszone.com)
criada pela ESPNET.
- Personalização
de massas
As empresas do mundo digital abordam as "massas" (da população) de um novo
modo, personalizadamente - «customizadamente» como dizem os americanos -,
cada pessoa de cada vez. Elas encaram a Net como sendo clientocêntrica, como
um mercado de mercados pessoais - o mercado de cada um.
- O utilizador que
crie e trabalhe
Estas empresas levam a devolução do poder ao consumidor ao extremo. Fazem-nos
executar trabalho e mesmo criar produtos.
- O contexto é que
é rei
Apesar de todas as empresas da Net serem fornecedoras de conteúdos, elas sabem
que é o contexto, e não o conteúdo, que manda.
- Etiqueta
Siga à risca as regras da etiqueta.
Novas formas de
aprender
- A dificil transição
Um dos desafios mais complexos é acompanhar a forma como as empresas estabelecidas
na economia tradicional fazem a transição para o mundo digital, sabendo-se
que os seus principais clientes actuais e o seu negócio central parecem não
depender dele.
- Autocrítica permanente
Muitas das empresas da economia digital tornaram-se mestres na autocrítica
a partir do mercado, no que eu chamo de aprender com os erros e desaprender
o passado.