EM BUSCA DE UM NOME PARA A ... COISA

São já diversas as correntes que pretendem oferecer-nos uma boa explicação do que é a nova economia emergente. Todos os proponentes procuram um nome simples e acessível que a defina. Algo que daqui a uns anos possa criar mais um «ismo». Não tem sido fácil; e o «ismo» ainda não apareceu. Até à data, encontrámos quatro formas de abordar o problema e cinco propostas.

Para Peter Drucker, o «pai» da gestão, e o pioneiro na chamada de atenção para a sociedade emergente já no final dos anos 60, a nova realidade pode definir-se a partir de o factor de produção por excelência, que deixou de ser o capital para ser o conhecimento. Daí a ideia original de uma sociedade pós-capitalista, de uma «economia do saber».

Mais tarde, o canadiano Don Tapscott, veio acentuar, nos anos 80, a mudança de paradigma e fala agora de uma «economia digital». Aqui entramos na óptica dos meios de produção e de distribuição, que passaram a ter uma nova plataforma, já não física, mas predominantemente digital.

SÍNTESE
 Elemento central
 Designação
 Factor de produção     Economia do Saber
 Meios de produção  Ecomomia Digital
 Contexto  Economia de Rede
 Economia da Atenção
 Conteúdo da oferta  Economia das Experiências 

Posteriormente, Kevin Kelly, o editor da revista «Wired», veio lançar o conceito de «economia de rede», a partir do contexto em que se movem as novas relações de mercado. Os seus princípios fundadores seriam os típicos das redes. O seu artigo
na edição de Setembro do ano passado da revista que dirige sobre as novas regras desta economia acaba de dar origem a mais um livro, intitulado New Rules for the  New Economy (compra do livro) que estará disponível em Novembro de 98 através da Viking Books.

É dentro desta abordagem do novo contexto, que Michael Goldhaber, a que nos estamos a referir no artigo principal, vem desenvolvendo a sua investigação sobre o papel da atenção como princípio fundador da relação entre oferta e procura. Sugere a designação de «economia da atenção». Ele desenvolve também um conceito curioso de «propriedade».

Recentemente, dois consultores de gestão, Joe Pine e Jim Gilmore, vieram abordar a nova economia pelo lado do conteúdo da oferta típica desta nova economia, que teria deixado de ser a mercadoria, o produto ou o serviço para ser uma «experiência». Daí o nome de «economia das experiências», a que já nos referimos.


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