O Ficheiro Fixe

Quando, nos anos 80, os primeiros computadores me apareceram pela frente, dei um salto de pavor! Aquilo era demais para a minha idade e para a minha cabeça!
E foi assim que, com razão ou sem ela, durante uma boa dezena de anos fugi deles como o diabo da cruz! (E especialmente daquela coisa - para mim, horrorosa - que dava que dava pelo nome de MS-DOS).
Mas a minha profissão de engenheiro e o gosto pela escrita (e, mais tarde, pela Internet) fizeram com que acabasse por perder o medo à fera.

Confesso que pouco mais longe fui do que o Word e o Excel, e continuei a manter uma "distância de segurança" em relação a coisas mais complicadas (de que saliento o Access, o famoso programa que permite obter ficheiros de bases-de-dados).
É que, para as minhas necessidades, os outros dois chegavam e sobravam.

Mas o mais divertido é que estas recordações e confissões vêm a propósito das próximas autárquicas! Eu explico:

Há dias, ouvi na rádio que rebentara um micro-escândalo no Porto:
Inúmeros moradores receberam cartas do candidato Fernando Gomes. E a pergunta evidente surgiu de imediato: onde fora ele desencantar as moradas e os nomes?
Mas a resposta veio em breve, e pude ouvi-la pela boca do próprio:
«Eu não tenho nenhuma base de dados! O que tenho é um ficheiro...»

À parte a "nuance" de que uma coisa não impede a outra (pois pode-se ter "um ficheiro de uma base de dados" - no caso do Windows teria uma extensão .mdb), é caso para pensar:
E que mal teria se o Dr. Fernando Gomes tivesse, de facto, uma base de "dados"?! Afinal, se foram dados... foram dados, e que lhe façam bom proveito!

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