Os CTT caminho da Sociedade da Informação

O tortuoso caminho dos CTT para a modernidade não deixa de me surpreender:

Hoje (escrevo em Novembro de 2001) decidi comprar uns Certificados de Aforro.

Como, tanto quanto sei, continua a não ser possível fazê-lo pela Internet (!!), lá fui eu, para o habitual martírio das filas (que se vai repetir daqui a 3 ou 4 semanas, quando for buscar o título definitivo - que não me pode ser enviado... pelos CTT!).

Para ganhar tempo, levei, já preenchido de casa, o habitual impresso COR-DE-ROSA Modelo 612.
Mas, quando lá cheguei, disseram-me que tinha de preencher um outro impresso, AZUL, o Modelo 702.

«Se calhar é por causa do Euro» - pensei. Nada disso! Os "escudos" continuavam lá, com o símbolo do cifrão (desenhado com um só risquinho, como o dólar) e tudo!

«Talvez seja, então, por causa da data, no novo formato Ano-Mês-Dia...» - Nada disso! O papel até era muito claro: "Escreva: Dia-Mês-Ano".

Mas, nestas coisas, não adianta discutir nem perguntar.
Pedi uma esferográfica emprestada, voltei a escrever tudo de novo, e pedi à senhora mais impressos azuis, do novo formato.

E foi então que veio a resposta espantosa:
«Vai ter de levar dos dois, dos azuis e dos cor-de-rosa, e preencher ambos. Sabe? É que os nossos serviços ainda não estão preparados...».

Mas acho que já percebi:

Quando, lá para os lados dos CTT, nascer qualquer coisa com cara de S.I., haverá papeis cor-de-rosa (se for menina), e azuis, (se for menino).

Temos, porém, de ver o lado bom:

É que, entretanto, os juros dos Certificados de Aforro vão-me ajudando a pagar as multas de estacionamento que apanho quando vou às estações dos CTT tratar deles.

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