Colaborações no Diário Digital


O «Bê-Á-Bá» da treta

«O que me preocupa não é que me tenhas mentido, e sim que, de agora em diante, já não possa acreditar em ti» - F. Nietzsche

A PROPÓSITO «daquilo que todos sabemos», muita gente tem dado grande destaque ao facto de nos terem repetido, palavra por palavra, as patacoadas que Durão Barroso disse quando se viu nas mesmas circunstâncias que agora atormentam José Sócrates.

Mas veja-se como tinha de ser mesmo assim:

No decurso da trôpega comédia com que nos presenteou nos últimos dias, o Governo decidiu tratar-nos a todos como garotos.

E é claro que, uma vez tomada essa decisão, tinha de respeitar uma regra básica que qualquer mãe ou avó sabe de cor:

As Histórias-da-Carochinha têm de se contadas, tintim-por-tintim, sempre da mesma maneira!

***

PS 1: «A culpa foi do menino que cá esteve!»

Nos tempos em que tal não era crime público, um vizinho meu, quando os filhos lhe apareciam com queixinhas, ferrava um par de galhetas em todos eles - a uns, pelos disparates que tinham feito; e ao delator, por o ter sido.

PS 2: «O COBRADOR DE IMPOSTOS»
(Beatles, 1966)

Deixa-me dizer-te como é que vai ser:
É um para ti, dezanove para mim,
Porque eu sou o cobrador-de-impostos.
Se 5% te parece pouco,
Agradece eu não te levar tudo.
Se guias um carro, eu taxo-te a rua;
Se tentares sentar-te, eu taxo-te o assento;
Se tiveres frio, eu taxo-te o aquecimento;
Se fores dar uma volta, eu taxo-te os pés,
Porque eu sou o cobrador-de-impostos.
Não me perguntes para que é que eu os quero,
Se não queres ainda pagar mais;
Agora, o meu conselho aos que morrem:
Declarem o valor dos vossos olhos,
Porque eu sou o cobrador-de-impostos
E é só para mim que vocês trabalham,
O cobrador-de-impostos.


Publicado no "Diário Digital" de 1 Junho 2005

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