Carta(s) Branca(s)


Ó da guarda!

Entre PSP, PJ, G. Fiscal, P. Municipal, G. Florestal, P. Marítima, etc., conto uma boa dúzia de organizações de autoridade (e já omito árbitros, guardas-nocturnos, cães-polícias, arrumadores-de-automóveis e guarda-fios - além de guarda-chuvas, guarda-fatos e similares). Pois logo o Governo havia de escolher, para enviar para o Iraque, agentes da força com o mesmo nome daquela que os «libertadores» proscreveram: Guarda Republicana!

Mas há um aspecto a não descurar:

Há tempos, um soldado americano queixava-se: «They don't understand me!» - pois achava que os indígenas é que tinham a obrigação de dominar a língua de Shakespeare -, o que me fez pensar como é que os nossos homens se vão entender por lá.

O mais certo é terem de frequentar um curso intensivo de inglês - e, já agora, de árabe, o que, como intérpretes, lhes permitirá arredondar o ordenado.

Nesse caso, atenção! Se começarem a ouvir apelos para «partirem», olhem que o verbo em causa é «to leave»! Ninguém (salvo os patos-bravos-reconstrutores) deverá estar a pedir para «partirem aquilo tudo» ainda mais!

NOTA: Ainda a GNR: logo a seguir a ter referido que estava a ser vítima de uma «cabala», Ferro Rodrigues foi apanhado por agentes dessa força a conduzir a 200 km/h. Terá sido a Brigada de Trânsito a intervir ou o Regimento de «Cabalaria»?


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 14 Junho 2003 e no "Correio da Manhã" de Moçambique no dia anterior

Página Anterior
Topo da Página
Página Principal
Página Seguinte