Carta(s) Branca(s)


O fogo e o fósforo

Os últimos tempos têm sido férteis em acontecimentos que, mais do que importantes, parecem ser verdadeiramente incendiários (para já não dizer altamente explosivos). É claro que isso lhes confere um tremendo impacto mediático - quer pelo que revelam, quer pelo que se imagina que possam vir a revelar, quer ainda pelo que deixam suspeitar que tenha andado a ser encoberto.

Desde a Brigada de Trânsito da GNR até às desgraças do túnel do Metro (passando pela Universidade Lusófona, pela PSP, pelo petroleiro afundado, pelas mudanças na Polícia Judiciária, etc.) as peripécias têm-se sucedido a um ritmo de tal forma alucinante que mal dá para as abarcar todas e, de certa forma, umas vão ofuscando as outras.

E foi talvez por isso que uma louvável iniciativa do Governo quase passou despercebida. Refiro-me ao lançamento dos «genéricos».

Na minha modesta opinião o senhor Ministro da Saúde está a deixar escapar uma grande oportunidade de os divulgar pois, além do mais (e pelo menos para um), tem «a papinha toda feita»: de que é que estará à espera, por exemplo, para aproveitar os casos da Universidade Moderna e da Casa Pia (que ainda vão fazer correr muita tinta) para lançar um medicamento de grande consumo?

Refiro-me a um remédio para a memória, evidentemente.


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 7 Dez. 2002

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