Carta(s) Branca(s)


Letras a (a)pagar

As companhias de aviação passam a vida a queixar-se das suas dificuldades, mas o certo é que parece que há cada vez mais aviões. De qualquer forma, e se já havia crise, ela decerto se agudizou com o 11 de Setembro, pelo que se compreende que algumas até fechem as portas. No entanto há quem, inteligentemente, procure reduzir custos:

1º - A tinta usada na pintura de um avião pode - só por si - pesar uns 200 kg! Então, porque não dispensá-la? (A propósito de tinta: ninguém poderá retocar o logótipo de uma empresa do ramo - que sugere terrivelmente duas torres gémeas a desabar?)

2º - Como se sabe, a Swissair fechou. Mas aconteceu algo de genial: a companhia que lhe sucedeu mandou o «air» ao ar e chama-se apenas Swiss. Ora isso permitiu-lhe aproveitar muita da publicidade existente e poupar uma fortuna (pois os anúncios passaram a ter menos 3 letras, além da pintinha do «i» - que também conta muito, especialmente em anúncios de néon).

Aplicando o mesmo raciocínio à TAP Air Portugal: não poderia ser apenas TAP? Ou TAP Ar? Além da tal economia, repunha-se a primazia da língua portuguesa. E, na segunda hipótese, sempre ajudava a recordar que, todos os anos, há por lá um buraquinho financeiro a... Tapar.


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 7 Set. 2002

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