Carta(s) Branca(s)


Que remédio...

É possível que muitas pessoas, habituadas a ver no Dr. Jardim um «gastador compulsivo», tenham estranhado quando souberam que ele queria obrigar os clínicos da Madeira a receitar, sempre que possível, medicamentos genéricos em vez dos de marca. Ganham o erário público e os doentes, e sobe a credibilidade política de quem tal decide. Quanto a mim, penitencio-me pela distracção, pois pensava que em todo o país já era assim!

Esperemos agora que a oposição a essa medida (que a Ordem dos Médicos da Madeira já manifestou) seja mais credível do que a das farmácias - quando não queriam que se vendessem preservativos nos supermercados, argumentando que era assunto que podia carecer de conselho especializado...

Mas a boa prestação do PSD no sector da saúde não é apanágio só da Madeira: lembram-se de quando Durão Barroso prometeu que não se fariam grandes obras públicas enquanto houvesse listas de espera nos hospitais? Ora, como no passado dia 6 ele tornou público um pacote de realizações, para breve, no valor de centenas de milhões de Euros, quer dizer que o tal flagelo hospitalar já acabou.

Ainda bem, e mais uma vez me penitencio pela minha distracção, pois não dei por isso!


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 13 Jul. 2002

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