Carta(s) Branca(s)


O Serviço (e o) Público

Ao pretender nomear uma nova Administração para a RTP o Governo, cumprindo a lei, pediu o parecer do Conselho de Opinião - órgão que tem poder de veto quanto às pessoas escolhidas. Ora aconteceu que a resposta não lhe foi favorável e - como «para grandes males grandes remédios» - toca de alterar a legislação!

Sabendo-se já que isso podia acontecer, não teria sido mais bonito ter feito isso ANTES? Assim, a peripécia assume contornos de fábula de La Fontaine, pois fica no ar a ideia de que, se o resultado tivesse sido o oposto, «não se falava mais nisso».

O certo é que, para a RTP, há propostas com fartura. Chamou-me a atenção uma, em especial: a fusão da RTP 1 com a 2, formando uma tal «RTP ½». Só fiquei sem saber se esse «½» representava uma fracção - deveria então ser «½ RTP» - ou se apareceu por se tratar de «um meio»... de comunicação.

Mas, como o problema está no tal «Serviço Público» (coisa que ninguém parece saber como pôr em prática), aqui fica uma sugestão:

Até porque sai muito caro mandá-lo embora, deixem ficar por lá o Dr. Rangel a tratar das audiências - o «Público». Quanto ao resto, os últimos governos já se encarregaram de fazer «um rico Serviço».


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 25 Mai. 2002

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