Carta(s) Branca(s)


As Sagradas Escrituras

Recentemente foi transposta para Portugal a norma comunitária de 1986 que implica uma descida dos valores pagos na aquisição e venda de imóveis. Mais de 15000 ingénuos portugueses decidiram então pedir que lhes fossem devolvidas as verbas que pagaram em excesso.

A resposta, com laivos de Kafka, tiveram-na agora, com um argumento do tipo "Tivessem reclamado há mais tempo!" coisa que, a ter acontecido, também não teria levado a nada, obviamente. Por uma qualquer razão que ao meu cérebro escapa, para actos relacionados com empresas já não se passa assim.

Seja como for, eu andei bem avisado quando resolvi ficar quieto apesar de ter comprado um apartamento há pouco tempo.

No entanto, eu estava convencido que "a coisa" se passaria de outra forma. Imaginei que, daqui a uns anos, receberia uma resposta do tipo:

«A sua reclamação foi considerada procedente, pelo que lhe deveriam ser devolvidos os milhares de escudos que pagou indevidamente. No entanto, e como é do seu conhecimento, já não há escudos».


Publicado no dia 12 de Janeiro de 2002

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