Carta(s) Branca(s)


Diz o roto para o nu...

Devido a uma coisa que dá pelo rebarbativo nome de «outsourcing» é normal, hoje em dia, que as empresas entreguem a firmas especializadas serviços que não façam parte do seu «core-business» (outro termo fino!) - tais como segurança, bar, cantina, viaturas, etc.

Até aí, tudo bem; o pior é quando, aproveitando o balanço, resolvem estender essa fórmula-mágica a profissionais cuja função é, precisamente, executar as funções que justificam a existência da empresa: a partir desse momento, o «tudo bem» transforma-se, num ápice, em «tudo mal»...

Também o Ministério da Educação não resistiu a essa moda quando teve de proceder à colocação de professores, tendo «encomendado fora» esse trabalho que, a crer no senso-comum, devia ser de sua exclusiva competência.

Entretanto, e no seguimento da epopeia que se sabe, está a decorrer uma daquelas auditorias do tipo «doa a quem doer»; mas é de desconfiar do que dela vai sair, não pelo habitual resultado dessas coisas nem pelo espantoso prazo dado (meio ano!), mas apenas porque está a cargo do Ministério das Finanças - cujos serviços andavam, ainda recentemente, a passar guias-de-pagamento à mão... devido a problemas informáticos!

No entanto, talvez isso tenha sucedido por contágio com o auditado, o tal de onde emanou a histórica ordem para que as malfadadas listas de professores fossem feitas por meios «digitais» (ou seja: «a dedo»).

PS: «O QUE HÁ DE NOVO?» / «Divulgação da lista de colocação de docentes», é uma «pérola» existente na página www.min-edu.pt. Antes que alguém a apagasse, fiz o respectivo «print screen», que poderei enviar a quem mo solicitar.


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 23 Outubro 2004


NOTA:
As imagens seguintes foram obtidas na página oficial do Ministério da Educação
em 19 de Outubro 2004



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