Carta(s) Branca(s)


A band(alh)eira

Há dias, ao ver na TV uma reportagem sobre a Convenção de um partido, saltou-me à vista uma coisa esquisita: algumas pessoas agitavam freneticamente bandeiras portuguesas com a haste do lado do vermelho, quando eu julgava que todo o português sabia que é do lado do verde que ela deve estar.

Talvez seja o preço a pagar por se terem ido buscar estrangeiros como conselheiros - pensei -. Neste caso concreto, não temos a sorte de ter uma bandeira como a do Japão (que, por ser simétrica, não se presta a essas confusões), mas convém ter muito cuidado nestas coisas de símbolos nacionais!

De qualquer forma, posso estar a ser injusto, pois as cores do meu televisor às vezes pregam-me partidas. Talvez tenha sido isso o que se passou, pelo que, na dúvida, mandei logo o aparelho para a revisão e espero que não venha de lá a mostrar-me as bandeiras do PCP em verde-alface.

Seja como for, o certo é que agora não me sai da cabeça a ideia de Paulo Portas de pôr as criancinhas a cantar o hino nacional todas as manhãs ou todas as semanas.

Talvez não seja tão má ideia como parece à primeira vista, não vá algum dia começar a ouvir-se por aí: «Heróis do povo, nobre mar...»


Publicado no "EXPRESSO" - "Carta Branca", em 9 Mar. 2002

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