Cartas para a Imprensa


Que nome dar a esta gente?

Em tempos não muito distantes, acompanhei às urgências de um hospital uma pessoa de família que acabou por lá falecer. Se tivesse lá chegado alguns minutos antes, talvez se tivesse salvo.

Por isso, é com mal contida raiva que - como hoje voltou a suceder - sou frequentemente despertado pelas angustiantes sirenes de ambulâncias do INEM que não conseguem circular devido à espantosa falta de civismo de meia-dúzia de condutores que estacionam os carros em segunda linha e nas paragens de autocarros da avenida onde resido. Em consequência, estes (às vezes mais do que um) têm de parar numa das duas faixas de circulação, fazendo com que as filas de trânsito, que já de si são grandes, fiquem ainda maiores e completamente intransitáveis.

Tudo isso, como é do conhecimento público, é feito perante a mais espantosa inacção das autoridades - quer da Polícia Municipal, quer da Divisão de Trânsito da PSP - o que, suponho, também devo agradecer aos sucessivos Presidentes da Câmara Municipal de Lisboa e ministros da Administração Interna.

Sem subterfúgios, e por muito que o custe dizer:

Todas as pessoas que referi são responsáveis, por acção ou omissão pela morte de pessoas. Isso não lhes tira o sono? Palpita-me bem que não...


Publicado no "DN" em 22 Novembro 2005, no "Público/Local" de 23 Novembro 2005 e no "metro" de 24 Novembro 2005

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