Cartas para a Imprensa


O que é feito do nosso tsunami?

Toda a gente se lembra que, a seguir ao maremoto asiático de 26 de Dezembro de 2004, uma das perguntas recorrentes que por cá se faziam era «E se fosse em Portugal?».

À mistura, claro, falava-se do «nosso», e também do pânico que houve no Algarve, algum tempo antes, devido a um falso-alarme de onda-gigante - a que, por sinal, eu assisti.

Como se sabe, a resposta de «quem de direito» foi a habitual nestas circunstâncias:

«O assunto está a ser pensado e vai ser devidamente estudado» - e houve até quem esclarecesse «... mas primeiro vai ser preciso saber se se deve dizer "tsunami" ou "maremoto"».

Depois, e como também não podia deixar de ser, tudo caiu no esquecimento.

Resumindo e concluindo:

Não sei onde vão decorrer as comemorações oficiais dos 250 anos do terramoto de 1755, mas acho que ficavam muito bem no Terreiro do Paço - onde, decerto, poderíamos ver os distintos oradores... com um olho na assistência e outro no Tejo...


Publicado no "DN" e no "Público-Local" em 28 Outubro 2005

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