Um povo de pensadores
O jornal «metro» (que já vai no seu 2º ano de publicação) e o «DESTAK» (que já vai no 4º) não se destacam só por (felizmente) terem aumentado os níveis de leitura dos lisboetas; destacam-se também por (infelizmente) terem aumentado os níveis de lixo: nas carruagens, nas estações, nas ruas de Lisboa... - enfim, um pouco por todo o lado.
Claro que a responsabilidade última é de quem os larga no chão (ou onde calha), mas já se sabe que o civismo (especialmente quando, à partida, já não é muito...) também tem de ser ajudado.
Recentemente, foi preciso uma vereadora d' Os Verdes levantar o problema na Assembleia Municipal, pedindo que alguém descesse à Terra e se dignasse colocar uma dúzia de recipientes onde se pudessem deitar os jornais usados!
Como já vem sendo hábito, houve quem não se desse ao trabalho, sequer, de responder; mas quem o fez recorreu ao palavriado-tonto que tão bem caracteriza os «incompetentes até à 5ª casa decimal»:
«O caso vai ser pensado», «O assunto está a ser estudado».
Olha se não fôssemos um povo de pensadores e estudantes, hem?!
Publicado no "Público / Local" em 12 Julho 2005
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