Escolhas que fazem escola
Embora esteja distante dele em termos ideológicos, eu sou um dos muitos portugueses que não perdem os programas do Professor Marcelo - e até acho que o seu partidarismo tem o-seu-quê de aliciante.
No entanto, no domingo passado, sucedeu uma coisa estranha:
A «entrevistadora» (que, de vez em quando, tenta sê-lo sem comas) perguntou-lhe o que achava das dívidas do Grupo Grã-Pará ao Fisco e à Segurança Social (que já ascendem a 10 milhões de euros - assunto a que o «Expresso», na véspera, dera grande destaque).
O Professor disse qualquer coisa como «Já lá vamos...» e falou de outro tema.
Mas a senhora - e muito bem - não deixou cair o assunto e, pouco depois, voltou a colocar a questão.
E foi então que ficámos a saber que, aparentemente (e apesar de ler cuidadosamente o referido semanário, e até o citar com frequência), o Professor não sabia muito bem do que é que ela estava a falar - e afastou-se novamente do assunto em grande estilo.
Aliás, já todos sabemos:
Quando o tema é o défice, os sábios sabem falar de aumentos de impostos e da redução da despesas pública; mas fogem, «como o Diabo da Cruz», quando o assunto é a fuga ao Fisco ou à Segurança Social.
Enfim... são «escolhas»...
Publicado n' "A Capital" em 23 Maio 2005
|
|
|
|
|