Cartas para a Imprensa


A fúria do director da PJ

Foi com surpresa que assisti, no passado dia 7 e em todos os canais de televisão, à conferência de imprensa dada pelo novo Director da Polícia Judiciária do Porto a propósito da demissão dos dois sub-directores que trabalharam na «Operação Apito Dourado» e foram demitidos por si.

Mais do que o teor das respostas que deu - aparentemente contraditórias com as de Adelino Salvado - surpreendeu o seu tom desarvorado e furioso, chegando a devolver a um jornalista uma pergunta que lhe fora feita (como se o entrevistado não fosse ele!).

Ainda há quem se lembre de ver o seu superior, Adelino Salvado, no Parlamento, a amarfanhar e a rasgar papéis, completamente fora de si durante uma interpelação a que estava a ser sujeito.

É preocupante ver como pessoas com tão altas responsabilidades não são capazes de se controlar. Se são assim em público, como agirão no recato dos gabinetes?

Mas dou graças a Deus por o meu televisor ser antigo: é que há uns cuja publicidade mostra as imagens a saltarem do écrã para o meio da nossa sala!


Publicado no "Expresso", em 26 Jun 2004 com o pseudónimo Eduardo Ribeiro e com os cortes indicados em itálico.

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