Cartas para a Imprensa


Partidas à chegada
ou:
Cegadas nas chegadas

Infelizmente, uma boa parte dos que já tiveram de utilizar os serviços dos taxistas que estacionam junto das «chegadas» do Aeroporto de Lisboa tem tristes histórias para contar.

Ora, quando se fala de coisas deste género, é sempre de bom-tom acrescentar que o que está em causa é «uma pequena minoria que dá mau nome à profissão»... Admitamos, então, que se trata de uma minoria; esqueçamos também o absurdo que é o facto de o Metro passar perto mas não ter lá uma estação - e passemos adiante:

Durante dezenas de anos, também eu paguei pelo «pecado» de morar a poucos quilómetros dali, e contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que não tive de aturar a má-disposição (e má-educação) do motorista que me calhou em sorte.

Assim, é com vivo prazer que aqui divulgo uma informação que a maior parte das pessoas não sabe: a apenas a algumas dezenas de metros dessa praça das «chegadas» existe uma outra de razoável dimensão, mesmo em frente à zona das «partidas».

É uma praça como qualquer outra, com a particularidade de ter essencialmente profissionais que até nos agradecem a corrida, seja ela grande ou pequena.

Desde que passei a utilizar esta, sempre fui bem recebido - e tratado com a cordialidade que seria de esperar de pessoas civilizadas.

Quanto às inspecções que, recentemente, levaram à detenção de três indivíduos da tal «minoria»: se for necessário, eu mesmo darei algum dinheiro do meu bolso para que as autoridades possam actuar devidamente e com eficiência - se o motivo para que isso não suceda mais amiúde é a falta de verba (agora tão na moda).


Publicado no "DN" de 25 de Novembro de 2003, com os cortes indicado em itálico, e com o título "Serviços de taxistas junto ao aeroporto"

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