Para o Iraque, pois claro!
Quando rebentou o escândalo dos agentes da B.T. da GNR de Albufeira, fiquei sem saber o que pensar. Mas depois houve os acontecimentos de Felgueiras (em que a mesma corporação actuou com o brilhantismo que se sabe) e nesse dia arrumei ideias, pois isso sucedeu pouco depois de o Governo ter decidido enviar agentes dessa força para o Iraque:
Apesar de eu sempre me ter oposto à guerra de Bush (sabe-se agora que se baseou num monumental pretexto-embuste), nesse dia passei a achar que esses homens já lá deviam estar - e quando digo «esses» não me refiro aos 120 voluntários, entenda-se.
Como «cereja em cima do bolo», veio agora a ideia de enviar dois «governantes» para o Iraque. Tal como da outra vez, também comecei por torcer o nariz, mas agora até acho que (como diz a canção) «só dois é pouco»...
Além disso, depois de ouvir a D. Fátima Felgueiras a perorar (em directo e até à náusea - e em todas as estações de TV ao mesmo tempo!), até penso que a delegação portuguesa podia (e devia) ser alargada a outro género de personagens.
Claro que tenho presente a recente exigência de Jorge Sampaio para que se respeitem os políticos. Mas também tenho presente a expressão «Saber dar-se ao respeito» e o aforismo «Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu».
Publicado no "DN" de 30 de Jun 2003 com o título "Em torno da corrupção na GNR" e com os cortes assinalados em itálico
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