Cartas para a Imprensa


Peter - a regra e a excepção

Quase sempre, quando uma empresa precisa de promover alguém a chefe de uma equipa de operários, escolhe o melhor de todos. A este, vão ser exigidas novas competências (nomeadamente de chefia), pelo que a empresa perde, de certeza, um bom operário, sendo duvidoso que ganhe um bom chefe. Se houver tempo suficiente, o processo será repetido mais vezes, e a carreira do homem seguirá o seu curso até atingir o chamado «Nível de Incompetência».

É essa a essência do famoso «Princípio de Peter» que, como se sabe, é universal: pode ser-se bom como engenheiro, professor, médico ou jurista, e péssimo como ministro do Ambiente, da Educação, da Saúde, ou da Justiça. Claro que há excepções, também previstas, mas é algo só ao alcance de sobredotados: é possível ser-se um bom economista, ser-se promovido a ministro da Economia e, depois de fazer tristíssimas figuras em serviço, voltar a ser competente - mas, desta vez, como bobo da corte.


Publicado no "Destak" em 13 Fevereiro 2007

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