Cartas para a Imprensa


O ministro e o moribundo

Seguindo a caricata moda de dizer «o que se queria dizer quando se disse o que se disse», Manuel Pinho, ministro da Economia, também já veio esclarecer que quando proclamou que «a crise acabou totalmente» apenas queria «deixar uma palavra de esperança aos portugueses».

De qualquer forma, podia tê-lo feito sem recorrer a uma mentirita (que, de tão ridícula, nem o chega a ser...) - bastava-lhe agir como o homem que quis animar um amigo que estava à morte e a quem disse, com um sorriso de orelha a orelha:

- Ah, grande maroto! Com que então moribundo... e não dizias nada à malta, hem?


Publicado no "Destak" e no "metro" em 17 Outubro 2006

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