Cartas para a Imprensa


Economia Ambiental

Um dia destes, quando o Senhor Ministro do Ambiente veio falar na redução da velocidade máxima nas autoestradas (como um dos meios de economizar energia e reduzir as emissões de gases responsáveis pelas alterações climáticas), uma das pessoas que estavam comigo interrogou-se acerca do significado prático de tal medida; outra, pôs em causa a sua exequibilidade - tanto mais que não se prevê que o Código da Estada seja alterado nem as inúmeras placas sinalizadoras corrigidas; outra ainda, mais cínica, limitou-se a referir, com uma gargalhada, as viaturas oficiais (mas não só...) que circulam por aí, impunemente, a velocidades de avião.

No entanto, independentemente das muitas formas de encarar o assunto, todos estávamos de acordo em que, tendo em conta a experiência, as declarações do Senhor Ministro só podem ser encaradas como sinal de uma de duas coisas - qual delas a pior:

Ou se prepara mais uma «Lei-da-Treta» (daquelas que ninguém cumpre nem faz cumprir), ou trata-se de conversa-fiada para soar bem aos ouvidos de quem ainda acredita em histórias-da-carochinha.

Não haverá por aí quem nos possa esclarecer? Bem... estando em causa um problema que, além de ambiental, também é de Economia, eu estava a pensar em Manuel Pinho - o ministro da dita - agora que sabemos que ele circula, quando vai atrasado, a mais de 210 km/h...


Publicado no "Público" de 13 Setembro 2006 e no "Destak" de 15 Setembro 2006

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