Cartas para a Imprensa


O terço

Quando alguém quer ser justo, não o deve ser apenas parcialmente, e, por isso, os entusiastas da «Lei da paridade» não se deviam ter ficado pelo «terço obrigatório». Seja como for, ficámos a saber que há dois partidos (o PS e o BE) que se arrogam o direito de interferir na composição das listas eleitorais de todos os restantes.

Mesmo assim, há que reconhecer que, em termos de vontade de regular a vida dos outros, já estivemos pior:

Há três anos a maioria parlamentar decidiu que certas votações INTERNAS dos partidos deveriam ser feitas por «voto secreto» e não «por braço no ar». Nesse memorável dia, pudemos ouvir Mota Amaral dirigir-se aos representantes do povo português nos seguintes termos:

«Os senhores deputados que estão de acordo fazem o favor de se levantar» - e foi assim que a decisão que proíbe os partidos de fazerem as suas eleições internas «por braço-no-ar» foi aprovada pelo elegante método... do «rabo-no-ar»!


Publicado no jornal "metro" em 13 Julho 2006

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