Cartas para a Imprensa


A «dica» do transeunte

Como se sabe, os comentadores desportivos têm sempre muito com que se entreter, e faz parte dessa actividade darem opinião sobre o que faz (ou não faz) o Sr. Scolari. Até aí, tudo bem. O pior é quando aparecem algumas pessoas a decretar que os «opinadores» «só no fim é que podem criticar».

Se isso é verdade, só o é no bizarro mundo da bola - pois bastam dois exemplos para rebater essa ideia:

1º - Um dia, apanhei um táxi e mandei-o seguir para uma determinada rua. Para meu espanto, o taxista tomou o sentido oposto, pois mal conhecia a cidade e fizera uma confusão qualquer. Será que só no fim da «viagem-surpresa» é que eu poderia dar a minha opinião sobre o que estava a suceder?

2º - Um pintor acaba de pintar, numa parede, «ÇALDOS». Quando um transeunte faz o reparo que se impõe, o «artista» responde-lhe: «Esteja calado, pois de pintura percebo eu. E, além disso, a tinta ainda não secou».


Publicado no jornal "metro" (sem a parte "2º") em 16 Junho 2006

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