Cartas para a Imprensa


É igual ao litro

As recentes peripécias dos 0,2 g/l da taxa de alcoolemia (estuda / aprova / desaprova / discute / suspende / estuda-outra-vez-e-depois-se-verá) só são comparáveis às da Lei de Programação Militar e às da co-incineração.

Para o caso desta última, até teremos a analogia de um grupo de especialistas que vai estudar uma coisa que era suposto já estar mais do que estudada.

Todos sabemos que, no fim, e sejam quais forem as conclusões dos esforçados peritos , os "perdedores" porão em causa a competência dos sábios, e assim por aí fora, num "déjà-vu" com o cheiro a celulóide de filme rebobinado a que já vamos estando, infelizmente, habituados.

Entretanto, teremos direito a mais dez meses de mortos na estrada, período que chega e sobra para a gestação de uns tantos vivos que irão substituir "os outros" na face da Terra.

Esta eficiente forma de governar faz com que me lembre amiúde da história do caçador que não acertava na caça. Dizia este que a culpa era dos coelhos, que corriam em zig-zag: quando ele disparava para o "zig" já estavam no "zag"... e vice-versa.


Publicado no EXPRESSO - "Cartas" em 1 Dez. 2001 e na "Visão" - "Cartas" em 13 Dez. 2001

Página Anterior
Topo da Página
Página Principal
Página Seguinte