Chegou a Geração Net


Este livro foi escrito a pensar nos adultos por um adulto, filho da geração dos anos 60. Mas é a voz da nova geração a ecoar para acordar quem detém o poder na família, na empresa, no país, no mundo. Os jovens «digitais» são revolucionários, mas não gastam retórica a dizê-lo. Ao contrário dos revolucionários dos anos 60, não falam tanto, fazem. A nova cultura digital é julgada melhor pelo que faz, do que pelo que diz (pouco). Neste livro, o autor de «Paradigm Shift» e «The Digital Economy» desvenda o que ela está a fazer e qual a vantagem social que detém.

por Don Tapscott
adaptado por Jorge Nascimento Rodrigues


A Geração Net acabou de chegar! A geração dos anos 60 tem hoje um eco, mas este é ainda mais forte do que o original. Ela representa hoje 30 por cento da população, já sensivelmente mais, em números, do que os 29 por cento que pesa a geração dos anos 60. Mas o que é que torna essa nova geração tão diferente das anteriores?

Um facto simples: é a primeira a nascer e crescer rodeada de «media» digitais. Nalguns países e em diversos estratos sociais, os computadores estão em casa, na escola, na fábrica e no escritório. Tecnologias digitais como as máquinas fotográficas e de filmar, os jogos de vídeo e os CD-ROM são moeda corrente. Estes miúdos estão hoje tão submergidos em «bits» que eles julgam que tudo isto é parte integrante do ambiente em que vivem, é tão natural como a vida.


Tão natural como o ar


O visionário Alan Kay descreve isto muito bem, numa sentença que ficou famosa: "A tecnologia só é TECNOLOGIA para a gente que nasceu antes dela ser inventada". Ou noutra tirada clássica, da boca do pioneiro Seymour Papert, dirigida aos mais velhos: "É por isso mesmo que não nos pomos a discutir se o piano corrompe ou não a música com a tecnologia".

Neste sentido, a tecnologia é completamente transparente para os jovens de hoje. "É como o ar", diz Coco Conn, uma das fundadoras do projecto Cityspace na Web. Argumenta, a este propósito, Idit Harel, do MIT: "Para os miúdos, é como usar um lápis. Os pais não falam dos lápis, falam de escrever. Os miúdos não falam das novas tecnologias - falam de brincar, criar um «site» na web, escrever a um amigo, discutir o problema da floresta tropical, etc.". Chuck Martin, um consultor e autor de «O Estado Digital», diz o mesmo com outra imagem bem apanhada: "Para o meu filho de oito anos usar o computador é algo que ocorre naturalmente num dia normal. Ele não o usa pensando «estou a usar um computador», tal como quando joga à bola não está a pensar «estou a usar football»". Os miúdos de hoje olham no fundo para os computadores como nós olhávamos para a TV. Ela era um facto da vida para nós na altura. O mesmo se passa hoje com os computadores e a Net.

A geração Net são os filhos da idade digital, de uma revolução das comunicações que está a moldar uma nova geração e o seu mundo, um fenómeno jamais visto.

Segundo muitas reportagens, nós - os mais velhos - deveríamos estar muito preocupados. Esta nova geração é amiúde pintada a traços negros, como egoista, sem valores sociais, e apenas preocupada em fazer dinheiro quando crescerem. São descritos por muita gente como cínicos, violentos, irritadiços, viciados nas suas preferências musicais exóticas, nas drogas, no exibicionismo e até na pornografia, em suma, uma «geração rasca». De facto, quando se fala da juventude usar a tecnologia, o incómodo é logo maior do que o entusiasmo. O que é que essa gente vai fazer com ela? O que é que essa gente está a fazer com ela?

Além do mais, depois, começamos a ficar preocupados com as implicações dessa nova geração em relação a nós próprios.

Mas, no concreto, quem são? O termo geração Net que eu aqui uso refere-se aos miúdos que nasceram, grosso modo, a partir de 1977. Não incluo o que a imprensa catalogou como "Geração X", a partir do título da novela de Douglas Coupland, um autor canadiano. No meu entender, as características que ele apontou falam de um segmento que está ainda, diríamos, na cauda da geração dos anos 60, são um segmento «ensanduichado» entre essas duas gerações maiores - a dos anos 60 e a da Net. Hoje são adultos entre os 20 e tal e os trinta e poucos, nascidos entre 1965 e 1976, que já tiveram contacto com a informática e em que muitos adoptaram hábitos «netistas» parecidos com os dos miúdos. Mas tiveram o azar de ser uma transição.

Hoje, pela primeira vez na História, as crianças têm mais saber e conhecimento, são mais letradas e sentem-se mais confortáveis do que os seus pais em relação a uma inovação central na sociedade. E será através do uso dos «media» digitais que esta nova geração desenvolverá e virá a impôr a sua cultura ao resto da sociedade. Não é apenas um facto estatístico demográfico. Ela é uma força de transformação social.

Não há assunto mais importante para pais, professores, políticos, homens do marketing, líderes empresariais e activistas sociais do que este - entender o que é que esta nova geração pensa fazer com a sua competência digital.


Duas revoluções da comunicação


Quando a geração dos anos 60 era adolescente, foi a TV que se impôs como a tecnologia mais poderosa na história até aquela data. O impacto da TV na sociedade em geral e naquela geração em particular foi muito profunda. A geração dos 60 poderia ser apelidada da geração da Guerra Fria ou da geração do pós-guerra e dos gloriosos 30 anos de prosperidade ou mesmo ainda da geração da economia em crescimento (pelo menos até ao primeiro choque petrolífero). Ou até poderá ser apelidada de outras maneiras de acordo com outros desenvolvimentos da sociedada da altura.

No entanto, a meu ver, foi o impacto de uma revolução das comunicações - a emergência da TV - que moldou essa geração, mais do que qualquer outra coisa. Lembro-me da minha mãe me dizer, quando surgiu a televisão, que era "a inovação do século". Efectivamente, quando a TV chegou a nossa casa por volta de 1953 e foi parar à sala de estar, as cadeiras e os sofás mudaram a sua disposição em volta do rádio para ficarem em torno da TV, o novo elemento central da sala.

Mas para os miúdos informados de hoje, a TV é coisa antiquada. É unidireccional, com o poder de escolha da programação e dos conteúdos na mão de uns poucos adultos, e, muitas vezes, o produto que nos mostra é nivelado absolutamente por baixo. Para os putos da Net, a TV terá de ser interactiva, terá de fazer o que os consumidores pedem em directo. Terá de permitir um diálogo e deixar que os cidadãos falem uns com os outros.

Esta mudança da radiofusão para a interacção é o ponto central da geração Net. Estes miúdos querem ser utilizadores - e não expectadores ou ouvintes apenas! Em geral, a cultura da radiofusão é hierárquica - dita e não dialoga. São meios abertos, mas apenas à recepção e não à interacção. Os miúdos é suposto serem observadores passivos no modelo TV. A única arma é o «surfing», o «zapping». Ora, na Net, eles controlam muito do novo mundo. É algo que eles próprios moldam.

Se há uma coisa que os miúdos percebem que muito adulto não entende é que a Net não é «tecnologia», é um novo meio de interacção entre pessoas. Provavelmente, arriscarei dizer, que é o primeiro meio interactivo de transmissão social desde os tempos do contador de histórias pelas aldeias e vilas. Sem dúvida que meios tradicionais, como a carta, o telégrafo ou o telefone, são interactivos, mas são sistemas fechados. São meios de comunicação privada e não de socialização.

Por outro lado, a revolução da televisão provocou uma mudança da comunicação baseada no texto, trazida pela revolução de Gutenberg, para a imagem visual e oral do novo medium. Num livro então famoso, «Divertindo-nos até à Morte», Neil Postman lamenta o declínio da Era da Tipografia e a ascendência da nova Era (da TV), como o facto cultural mais importante do século XX. Com essa guinada veio o que muitos chamaram o deserto da leitura.

Agora, estamos a assistir a outra viragem, da magia da TV para a magia dos «media» interactivos. Tal como a tipografia, e diferentemente dos «media» radiodifundidos, as comunicações na Net são baseadas, de novo, na palavra escrita. Só que, agora, são de muitos para muitos, o que é radicalmente diferente da lógica quer da TV, quer da imprensa, que é de um para muitos. A escrita está, de novo, claramente na mó de cima, é a primeira forma de discurso no espaço virtual. Nunca tanto como agora, as crianças têm necessidade de aprender a ler, a escrever e a pensar criticamente.

Também a cultura da aprendizagem está a sofrer um verdadeiro renascimento dourado. Os novos «media» ajudaram a criar uma cultura de aprendizagem - em que o professor é hoje apenas um dos participantes.

Mas, decisivamente, a grande diferença é geracional: pela primeira vez na História, os miúdos estão a tomar controlo de elementos críticos da revolução das comunicações. A revolução digital, ao contrário de outras anteriores, não é só controlada por adultos.

Além disso há uma outra diferença em relação à nossa querida televisão. A TV continha e contém mensagens muito fortes. À medida que a geração dos anos 60 subiu ao poder, tomou conta dos «media» e perpetuou a sua própria ideologia. Ora, os novos «media» digitais, em virtude da sua lógica distribuída, interactiva e de muitos para muitos, é mais neutral.

Segundo uma sondagem do Teenage Research Unlimited, a percentagem de adolescentes que acham que é absolutamente «in» estar «on-line» disparou de 50 por cento em 1994 para 74 por cento em 1996 e 88 por cento em 1997! É, agora, tão «in» como namorar ou ir a festas.

Em consonância, os inquéritos de opinião revelam que o declínio nos expectadores de TV concentra-se nas faixas mais jovens da audiência. Segundo um estudo na América da Nielsen Media Research, entre 91 e 96 assistiu-se a uma quebra de mais de duas horas por semana na faixa entre os 2 e os 17 anos. Projectando para o ano 2000, eles estarão a ver menos 100 horas de televisão por ano do que hoje.


Mundos paralelos


Com este choque entre duas culturas - a da TV e a da Net - pode ser-se tentado, então, a falar de um agravamento do fosso geracional. Antes dos anos 60, o «gap» geracional não existia. Os jovens entravan na força de trabalho depois de uma infância e adolescência muito breves. Claro que o choque entre pais e filhos sempre existiu desde tempos imemoriais. Mas foi nos anos 60 que se tornou mais agudo, que um cisma cultural claro se abriu.

Contudo, o que se passa hoje é diferente, é de outra natureza.

Nós estamos a passar de um fosso geracional para dois mundos em paralelo. Na linguagem de slogans, em inglês, de um «generational gap» para um «generational lap». A sociedade nunca experimentou uma coisas destas: o colocar da hierarquia do saber de pernas para o ar. As crianças são, pela primeira vez, autoridades, especialistas, em algo central.

"Este é um período absolutamente único na História, na medida em que o papel da criança está a mudar", afirma John Seely Brown, um dos investigadores séniores do Xerox PARC [o célebre centro de investigação da empresa em Palo Alto, na Califórnia]. Ele explica-se: no passado, os pais eram a autoridade indiscutível em tudo. Em todos os domínios, os pais percebiam mais - talvez com excepção das diásporas, em que os filhos dos emigrantes aprendiam mais rapidamente uma nova cultura e uma nova língua, e em que acabavam por funcionar como intérpretes da família.

Mas, agora, é mais crítico ainda: "Pela primeira vez, há coisas em que os pais gostariam de saber e fazer, em que os miúdos são, de facto, uma autoridade", conclui Seely Brown.

As implicações disto são devastadoras. Isto gere uma dinâmica mais parecida com a existente entre pares e pode criar uma família mais aberta e consensual.

E, para além da família, pode pensar-se noutras instituições. Veja o leitor o caso da Finlândia, e a mudança de relação entre alunos e professores. O governo, inteligentemente, escolheu 5000 «exemplares» da geração Net para dar formação- sublinho dar formação - no uso de computadores aos seus «profs». Pela primeira vez, num dado domínio, os estudantes viraram «profs» e os professores alunos. A dinâmica de poder alterou-se para sempre.

É desnecessário dizê-lo: muitos adultos têm dificuldade em aceitar isto e sobretudo em ver o potencial que este paralelismo tem. Eles começam a ver ao espelho a sua própria obsolescência.

E começa-se a perceber que há um «desalinhamento» entre os que mandam e os que percebem.

Há ainda outro aspecto. Como a geração Net nasceu com a nova tecnologia, assimila-a. Os adultos, pelo contrário, têm de se "acomodar" a ela - o que é um processo de aprendizagem muito mais difícil. Há uma diferença entre assimilar na fase de crescimento e «reciclar-se» na maturidade.


A nova cultura


Ao longo da investigação para este livro, encontrei dez temas que definem a cultura desta geração Net.

O primeiro é uma independência e autonomia assumida. São uma geração de activos «pesquisadores» de informação e não de recipientes.

Em segundo lugar, são mais abertos intelectual e pessoalmente, ainda que gostem de preservar o anonimato. Na Net a auto-expressão pessoal é uma prioridade.

O terceiro elemento, é uma cultura de proximidade. A Net encoraja os miúdos a passarem de uma orientação local, ou nacional, para global.

O quarto valor, é a liberdade de expressão acompanhada por uma firmeza de convicções. A geração Net insiste na tolerância pela diversidade, o que beneficia a sua afirmação individual com ideias muito fortes.

O quinto é a inovação. Ela está inclusive alguns passos mais à frente que o próprio «vanguardismo» de alguns produtores de software.

O sexto é a afirmação da sua maturidade. A geração Net quer ser reconhecida como mais madura do que a pinta os adultos, que, em regra, não a leva muito a sério. O uso dos «media» digitais permite à nova geração falar para os adultos de igual para igual - ninguém sabe se quem expressa tal ou tal ponto de vista é a avozinha de 70 anos ou um jovem de quatorze.

O sétimo é o espírito de investigação. Para esta geração, quando usa a tecnologia, a sua reacção não é para saber como funciona (analitica), mas sim como usar (funcional) - como colocar um «post» na Net, como utilizar um programa de simulação, como investigar uma base de dados, como criar um «site». O oitavo é o imediatismo. A interactividade exige o «just in time». Na cultura da geração Net, quando se conversa «on line» com alguma celebridade do cinema ou do desporto, o ensejo é que as respostas sejam naquele instante. O que significa que muitos mais eventos ocorrem por minuto nesta geração, do que no nosso tempo. Ela esperaa ainda que as coisas aconteçam rápido, porque, obviamente, no mundo de hoje, as coisas, de facto, acontecem rápido.

O nono valor é de uma sensibilidade extrema sobretudo aos interesses empresariais quando estes gastam inutilmente o tempo dos miúdos ou os exploram indecentemente. Howard Rheingold, que desenvolveu o conceito de comunidades virtuais, acredita nisto: "Promoção exagerada é pura e simplesmente odiada. Envio de mensagens não solicitadas é particularmente odiado. Tentar vender coisas no meio dos grupos de discussão é cortada rente. Eles só darão atenção ao que se quiser fazer passar se se lhes der valor acrescentado".

E, finalmente, a necessidade de estruturar a confiança na base de uma autenticação. Em virtude do anonimato, da acessibilidade, da diversidade e da ubiquidade, tudo o que se lê ou ouve tem de ser autenticado, verificado a pente fino.


Nova geração de consumidores


"Eu gosto de comprar coisas pela Net. Posso encontrar o melhor preço em 10 minutos, verificando umas 25 lojas de uma assentada e sem o balconista que não percebe o que eu quero ou me exige falar primeiro com os meus pais", exclama Eric Mandela, de 14 anos.

Atenção, responsáveis de marketing e profissionais dos estudos de mercado: em primeiro lugar, a Net vai tornar-se um canal de vendas cada vez mais importante, ultrapassando, no futuro, as vendas por correio. Em segundo, a Net transformar-se-á numa ferramenta de promoção e publicidade muito poderosa. Os analistas antiquados ainda não perceberam que esta geração transformou a Sega e a Nintendo em maiores do que Hollywood, e que esta gente está a deslocar-se da televisão para outros media.

Mais, ainda, os jovens estão a transformar-se em marcadores de tendências e modas com real influência nas decisões de escolha e de compra dos adultos. Muitas estratégias de marketing já passam pelas crianças com vista a atingir os pais. Já não são só computadores, jogos e compras de alta tecnologia que eles influenciam. Com a sua «expertise» de uso da Net e da Web já influenciam áreas impensáveis - comida, roupa, carros, electrodomésticos, carreiras, gestão das finanças. Eles influenciam 20 cêntimos em cada dólar dos gastos na família de hoje.

Os estudiosos definiram alguns temas deste novo perfil de consumo da geração Net:

  • quer sempre opções e não limitações de escolha;
  • quer coisas «personalizadas» («customizadas», como dizem os americanos);
  • quer capacidade de corrigir imediatamente e de recriar situações num ápice;
  • quer experimentar antes de comprar ou de se fidelizar;
  • quer saber do que a tecnologia faz e não do que é, não liga á forma, mas à função;
  • quer ser tratado como uma pessoa e não como uma compra, exige um marketing de relacionamento e não de vendas;
  • quer ser respeitado e não dar com publicidade metida a martelo dentro dos conteúdos.

    Qual, então, o futuro que espera os homens do marketing?

    Algumas linhas.

    Para começar, os miúdos gostam de publicidade que seja rica em informação - no fundo que tenha conteúdo e permita a experimentação - ou entretenimento. As empresas devem criar destinos muito atractivos na Net. As mensagens podem ser personalizadas - o marketing pode ser dirigido individuo a individuo. A publicidade pode ser interligada entre si - sinergia - e com as transacções, algo que não pode ser tão bem feito nos media físicos. Os miúdos tolerarão publicidade não agressiva que patrocine os conteúdos. Nunca pensem os «comerciais» em vender a terceiros a informação pessoal do jovem cliente que obtém na venda ou por outra forma.


    Maio de 68 de novo?


    No meu livro «A Economia Digital», eu falei do novo fosso digital. Se deixada à lógica do mercado puro e simples, a economia digital emergente poderá ainda cavar mais uma sociedade a duas velocidades, criando um fosso ainda maior entre os info-ricos e os info-pobres. A possibilidade de um «apartheid» informacional é cada vez mais uma hipótese real. Se o juntarmos à polarização crescente da riqueza, então teremos no horizonte a consolidação de uma classe de descamisados. Isto pode significar, inclusive, que muitos miúdos da geração Net serão uma não-geração, totalmente net-pobre como muitos adultos. É brincar com o fogo levar ainda mais longe a polarização social.

    Mas mais grave ainda é a possibilidade de colisão entre as duas gerações. Há vários cenários para o relacionamento futuro entre a geração Net e a geração dos anos 60 - coexistência pacífica, guerra fria, explosão geracional, sociedade em rede. Mas, infelizmente, o mais provável é o terceiro - uma colisão. Iremos assistir, de novo, com outros contornos, a uma explosão do tipo de Maio de 68? Direi mais: dado o saber e o acesso a ferramentas incríveis de comunicação imediata, a sua revolta poderá transformar os protestos de 68 em brincadeiras de garotos.

    O que poderá ser a fagulha que incendeia o conflito? Isso é dificil, se não mesmo impossível predizer. Há muitas linhas de fractura.

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