Cimeira Internacional do Capital de Risco
com presença portuguesa

Portugal é um dos cinco países convidados pela organização da primeira Cimeira Internacional de Capital de Risco que irá decorrer em Nova Iorque a 6 de Junho com a afluência de 200 investidores ligados ao «venture capital» (capital de risco, na tradução portuguesa que se popularizou, provavelmente menos feliz).

O evento baptizado de «Venture Navigator» terá também uma Feira de apresentação dos produtos e serviços das 25 empresas de «hi-tech» seleccionadas nos cinco países convidados e é mais uma das iniciativas que estão a reanimar o designado «Silicon Alley» de Manhattam, nos quarteirões a sul da 42ª Rua, onde se situam mais de 50% das empresas da nova economia nova-iorquina.

A presença portuguesa neste acontecimento está a ser organizada pela Direcção de Investimento Internacional do ICEP (Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal) que centraliza a selecção das cinco empresas portuguesas que irão mostrar na «passerelle» o que valem perante uma audiência de investidores norte-americanos muito exigente, mas também com um enorme apetite em apostar em empresas europeias de alto crescimento. A esperada desaceleração da euforia «.com» nos Estados Unidos leva os investidores do «venture capital» a colocarem os olhos nos próximos 2 a 3 anos na Europa, onde o «tornado» da Nova Economia está em ebulição.

Entre os países já seleccionados contam-se, além do nosso país, a Dinamarca, a Itália e o Canadá. No «pipeline» de selecção para o quinto lugar estão a Finlândia, Suécia e Israel.

A oportunidade para as 25 empresas que vierem a estar presentes é única. Mas os critérios de «selecção» são apertados. As candidatas deverão já ter realizado uma primeira ronda de capital semente (ou seja, não serem virgens em matéria de injecção de fundos de risco), demonstrar um projecto que visa investir no mínimo 2 milhões de dólares (mais de 400 mil contos) permitindo uma participação de capital pelos novos potenciais investidores entre os 20 e os 40%, garantir um retorno no investimento de 50% ao ano e fazer a prova de uma vantagem competitiva específica que revele barreiras claras à entrada de outros concorrentes.

Por outro lado, o «venture capital» norte-americano está particularmente interessado em certos segmentos da Nova Economia, sendo aconselhável que as candidatas se situem nas áreas do chamado «business to business» (mercado na Web entre empresas), banda larga, infraestruturas para a Internet, ASP (fornecedores de aplicações para serviços na Internet), aparelhos com ligação à Internet (sabendo-se que vai haver uma generalização de veículos de acesso à Net e à Web fora do âmbito do tradicional PC ou mesmo da TV), consultoria na integração de sistemas, linguagem XML, Linux e serviços a clientes de base Web.

O «Venture Navigator» é organizado pela Open World Interactive Inc (na Web em www.open-world.com) e pela International Internet Strategies (na Web em http://intlecom.com) animadas respectivamente por William Fisher e Barney Lehrer, dois entusiastas da promoção do Silicon Alley de Manhattam.

As candidaturas podem ser apresentadas no ICEP até meados da próxima semana.

Contactos:
João Mota Pinto
E-mail: joaopin@icep.pt
Telef: 217909803

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