Vale do Minho

O coração de um triângulo estratégico

O simbolismo histórico da velha ponte entre Valença e Tuy é uma boa imagem para um conceito estratégico mais moderno em torno do papel
geo-económico das plataformas transfronteiriças. O Vale do Minho joga
a sua cartada decisiva não só na atracção do capital galego
como na capacidade de desenvolver um sector de serviços internacionais cosmopolita e moderno, que o torne num valor acrescentado
para as comunidades empresariais galega e nortenha.

Jorge Nascimento Rodrigues em Valença a convite
da Associação dos Munícipios do Vale do Minho

Outras regiões portuguesas a mexer
Braga | Aveiro | Vale do Ave

Os seis concelhos portugueses (Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Monção e Melgaço) que integram o Vale do Rio Minho querem ser o terceiro pé de um triângulo estratégico entre as dinâmicas económicas da Galiza e das Áreas Metropolitanas dos principais pólos urbanos do Norte minhoto e duriense.

Este vale prefigura uma típica plataforma transfronteiriça, servindo de "ponte" de passagem entre as duas margens da euroregião. Com menos de 100 mil habitantes, do lado português, o Vale quer afirmar-se como «porta giratória de todo o Noroeste Peninsular», na definição dada por António Torres, coordenador técnico da Associação dos Munícipios do Vale do Minho.

O entendimento da importância da sincronia dos dois lados da fronteira já levou à criação de uma Comunidade Territorial de Cooperação do Vale do Minho, que engloba os seis concelhos portugueses e os 33 pertencentes às províncias galegas de Pontevedra e Ourense.

Conhecido pela força e dinâmica do seu "cluster" cultural (com nomes de marca como Vilar de Mouros, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura), pelas rotas dos centros históricos medievais e pela beleza paisagística, o Vale do Minho está a transformar-se na zona de eleição para a deslocalização de empresas galegas e espanholas.

Até à data, o montante de investimento directo espanhol nesta zona minhota já ascende a mais de 10 milhões de contos, dos quais 70% provém de grupos galegos. Os maiores investimentos directos estrangeiros, até à data, são galegos nos sectores das componentes de automóvel (caso da Gestcamp), da construção de embarcações de recreio e profissionais (Rodman) e do congelado de pescado (Pralisa). As componentes de automóvel absorvem 55% do investimento total (envolvendo um nome conhecido, a Dalphi Metal, uma iniciativa hispano-alemã) e a área das embarcações de recreio uma fatia de 33%.

Vila Nova de Cerveira tem sido o local de eleição desta deslocalização, concentrando quase 80% do investimento directo espanhol, nomeadamente galego e catalão. São esperados, para breve, quatro novos projectos estrangeiros que deverão implicar um investimento adicional de 4 milhões de contos.

As Câmaras Municipais do Vale investiram cerca de 1,5 milhões de contos em polos industriais, estando previtos mais 3 milhões para a conclusão de uma rede de parques empresariais, com um núcleo coordenador no Parque Empresarial de Valença, promovido pela empresa municipal Interminho, que envolve a Câmara Municipal de Valença, a Parque Invest participada pela Associação Empresarial de Portugal, e a Associação dos Munícipios do Vale do Minho.

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