A mascote da Web
nascida no «campus» de Aveiro

A simpática mascote da Web que dá pelo nome de SAPO e que podemos utilizar quando andamos a procurar agulha em palheiro português nasceu por pura carolice e muito gozo, fora de horas, em noites a fio no Centro de Informática e Comunicações da Universidade de Aveiro

Logotipo SAPO Foi gerada sem boémia, «literalmente sem uma gota de cerveja e sem tabaco», diz Hélder Bernardo, um dos seis criadores do SAPO, um «nome que nos surgiu num daqueles momentos de inspiração» e que, trocado por miúdos, significa «Servidor de Apontadores Portugueses».

A ideia ocorreu em finais de 1995 face ao surgimento do Yahoo!, o célebre directório nascido num atrelado do «campus» da Universidade californiana de Stanford. «Era necessário fazer algo do género em Portugal, a que juntámos um motor de pesquisa», refere Hélder Bernardo, que com mais quatro finalistas de engenharia electrónica e telecomunicações e com o próprio director do Centro geraram o bébé, que foi dos primeiros 'tiros' na Web dados no nosso país.

A encruzilhada veio depois de estarem formados e terem de pensar no ganha pão. «O projecto quase que morreu», comenta o nosso interlocutor. Simultaneamente surgiu concorrência com qualidade (o AEIOU nomeadamente). Então, era largar ou empreender. A opção, para a maioria, foi avançar com uma empresa em finais de 1997 que acabou por ter a sua gestação na Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro. Nasceu assim a Navegante em Janeiro de 1998 e com ela o SAPO passou a funcionar diariamente. Os fundadores passaram pelas acções de formação em empresariado promovidas pela Universidade, onde meteram algum creme de gestão em cima da sua formação de engenharia.

O SAPO já acabou por ser vendido à Saber e Lazer, mas continua a ser um «ex libris» da Universidade de Aveiro e um dos primeiros negócios do mundo digital onde rolou mais de uma dezena de milhar de contos para os criadores e para a própria Universidade, que detém a marca.

Entretanto, a Navegante veio de armas e bagagens para Lisboa - «onde se fazem por ora os melhores negócios para a Web» - e já criou uma outra empresa para comercializar publicidade na Net, a HotMedia.

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