ProxPro

O algoritmo «casamenteiro» de negócios

Descobrir o "partner" certo no meio da multidão de profissionais e homens de negócios que enxameiam as Feiras e as Convenções, ou simplesmente que deambulam no "hall" do hotel, ou se sentam no "lounge" do aeroporto. A ferramenta de localização de "capital social" via telemóvel que lhe permite evitar a frustração e agarrar a oportunidade.

Conheça a história da ideia de negócio do empreendedor britânico que criou o primeiro sistema de procura móvel de profissionais de alto nível. Julian Bourne, 38 anos, passava a vida cansado de andar à toa nas Feiras. Os melhores resultados obtinha-os não pela via tradicional, mas por obra do acaso e por coincidência em encontros não esperados. Então, pensou que deveria criar-se um algoritmo que permitisse transformar o acaso em algo sistemático.

Jorge Nascimento Rodrigues, editor de Janelanaweb.com, Agosto 2005, com Julian Bourne

Entrevista em inglês com Julian Bourne, o fundador, na secção
"Generation 21" em Gurusonline.tv

Sítio da ProxPro

Imagine poder descobrir entre uma multidão barulhenta e apressada, no meio de uma Feira ou de uma Conferência, a pessoa certa para uma reunião de negócios ou de interesse profissional. Não fruto do acaso e da sorte, mas graças a um algoritmo "casamenteiro" que lhe permite, através do seu telemóvel, receber informação de potenciais candidatos a essa reunião que tanto deseja fazer. Depois compete-lhe a si optar por contactar ou não - o que faz com um SMS para o destinatário. Se tiver um sim em troca, passa à fase do face-a-face.

Pois bem, desde final do ano passado que isso é possível - graças a um serviço de localização criado por um inglês de 38 anos, de nome Julian Bourne. "Foi a minha própria frustração em muitas feiras em que andei que me levou a verificar que 65% dos viajantes e 80% dos participantes em eventos de negócios sofriam do mesmo mal", disse-nos o empreendedor britânico. Uma das melhores recordações foi um encontro casual num "lounge" de aeroporto em 1998 que o elevou a encontrar um perito numa área em que ele estava muito envolvido e cheio de problemas por resolver. "Apanhei o avião com a convicção de que este tipo de coincidências não deveriam ocorrer por mero acaso", recorda o nosso entrevistado.

A ideia andou a amadurecer uns anos até que Julian largou uma óptima carreira no grupo The Morgan Crucible, para lançar uma start-up em Dezembro de 2003, que baptizou de Proxpro - de proximidade, serviço de proximidade. A tecnologia que desenvolveu permitiu-lhe realizar os primeiros testes em três eventos de envergadura em Londres - o World Travel Market, a Mortgage Business Expo e o Schroders London Boat Show. A estreia nos Estados Unidos ocorreria já em Janeiro de este ano na famosa San Francisco Macworld Expo. Os resultados de adesão chegaram aos 18% do universo de participantes e a taxa de repetição é de 100%, o que significa fidelização ao serviço. Julian acabou por sediar a empresa em Boston, um "local mágico", como diz.

Os americanos chamam "serviços sociais" a esta fileira de ferramentas de localização e já cunharam mesmo uma buzzword comprida para a área - gestão do conhecimento do capital social. Ou seja, ferramentas que permitem tirar proveito da gestão de redes de contactos e de perfis. Julian Bourne chama ao complexo económico em torno disto a "economia da proximidade".

O serviço funciona de um modo simples - o utilizador regista-se no sítio da própria empresa, de um modo gratuito, recebendo um código que lhe permite activar a ligação no telemóvel. Preenche os perfis de pessoas que pretende encontrar e quando entra nos eventos avisa por SMS a base de dados da Proxpro que se encontra em tal sítio. Esta procura, de imediato, os potenciais parceiros e a partir de aí o processo de encontro inicia-se. O utilizador paga naturalmente estes contactos e serviços - base do modelo de negócio que a Proxpro partilha com as operadoras e com os organizadores das Feiras. Este serviço de localização só funciona, por ora, nos Estados Unidos e no Reino Unido, e cobre 95% dos operadores britânicos e 55% dos norte-americanos. Só funciona com telefones locais, não em "roaming".

Os americanos chamam "serviços sociais" a esta fileira de ferramentas de localização e já cunharam mesmo uma buzzword comprida para a área - gestão do conhecimento do capital social. Ou seja, ferramentas que permitem tirar proveito da gestão de redes de contactos e de perfis. Julian Bourne chama ao complexo económico em torno disto a "economia da proximidade".

As aplicações podem ir para lá dos eventos, e estender-se a programas de fidelização de viajantes (hotéis, por exemplo), ou mesmo para fornecedores de conteúdos com bases de subscritores ou filiados.

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