Comércio electrónico em Portugal
Centros Comerciais dinamizam a Web

Um exclusivo cedido pela Vector XXI
Jorge Nascimento Rodrigues

Apesar do recente dinamismo no lançamento de lojas portuguesas na World Wide Web, o nosso atraso é ainda muito visível em termos de funcionalidades avançadas - como métodos de pagamento e versões em línguas estrangeiras - e na intimidade com o cliente - desde o prazo de entrega até ao marketing de relacionamento (ver Top 5 do nosso atraso). Contudo, os Centros Comerciais «online» - os «shoppings» virtuais - parecem ter uma influência mais positiva na modernização da nossa oferta na Web, conclui o primeiro estudo sobre este segmento da nova economia, realizado pela Vector XXI.

Veja aqui os resultados do Relatório da Vector XXI

Dos 138 endereços de lojas «online» registadas no Sapo (o Servidor de Apontadores Portugueses mais conhecido) à data do estudo (princípios de Fevereiro), apenas menos de metade, 65 casos, configuram projectos realmente de comércio electrónico. A maioria destes casos são lojas isoladas (77%) e só foram encontrados 11 projectos de centros comerciais na Web aglomerando lojas diversas.

Consulte aqui a listagem de 'lojas virtuais' no SAPO

A maioria das páginas tem domínio próprio, e sobretudo português, mas há já 24 casos (37% da amostra) de domínio internacional «.com». Contudo, apenas 8 casos têm versões em línguas estrangeiras, com predominância do inglês. Os principais métodos de pagamento continuam a ser os tradicionais - o envio à cobrança ou o cheque. No entanto, há já 18 casos que aceitam cartão de crédito.

TOP 5 DO ATRASO
  • Pagamentos à cobrança e por cheque (60%)
  • Sem prazo de entrega indicado (74%)
  • Sem intimidade com o cliente (88%)
  • Só versão em português (88%)
  • Sem aglomeração em centros comerciais (93%)
  • TOP 5 EM LOJAS
  • Informática
  • Música e Filmes
  • Livros
  • Vestuário e Calçado
  • Produtos Tradicionais
  • A oferta ao consumidor português traz à cabeça a informática (10 casos), seguida da música e filmes (9 casos) e dos livros e vestuário e calçado, cada sector destes com cinco casos (ver Top 5 das lojas em quadro). A esmagadora maioria, lamentavelmente, não especifica formalmente quaisquer prazos de entrega e não tem qualquer estratégia de relacionamento e interactividade com o cliente.

    «Estou consciente de que este trabalho ainda enferma de muitas lacunas a que corresponderam outras tantas dificuldades no levantamento da informação (in)disponível e reconheço que o próprio sistema de determinação da amostra, baseado nos registos no directório 'lojas virtuais' do Sapo, é discutível. Contudo, segui a máxima da economia digital: mais vale lançar um produto ainda com imperfeições reconhecidas, e receber o 'feedback' do mercado, do que esperar pela solução óptima», diz-nos Luis Novais, o responsável do estudo, que coloca à disposição do leitor o seu correio electrónico para o debate.

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