Kevin Kelly em directo

O editor executivo da revista «Wired», a revista de culto da cibercultura da Baía de São Francisco e do Silicon Valley, responde, com economia de palavras, a cinco questões que você lhe gostaria de colocar por correio electrónico.


Qual é o principal produto que faz a fama de Silicon Valley?

KEVIN KELLY - O seu modo de vida. Muita rede, muita tolerância pelos falhanços, pouco ou nenhum crédito a títulos ou graus académicos, e investimento, muito investimento, nas ambições dos outros.

O que é que é mais importante no Vale - a alta tecnologia, a cultura empresarial ou o capital de risco?

K.K. - A cultura, quanto a mim.

O Vale está, agora, de novo em foco. Todo o mundo está de olhos postos aqui. Porquê?

K.K. - Por uma razão muito humana. Há imensos jovens empreendedores de 20 anos a valerem meio bilião de dólares. Isso cativa a atenção das pessoas.

Uma série de sítios pelo mundo fora tentam «clonar» Silicon Valley. Vocês próprios, na «Wired», publicaram, recentemente (edição de Setembro de 1998), uma lista de 24, desde a Irlanda, à Finlândia, à Índia, à China ou ao Japão. Mesmo em Portugal há quem o queira imitar. É possível fazer essa cópia genética?

K.K. - Só será possível se criarem efectivamente um ambiente como o de Silicon Valley - mas, eu penso, que a maioria não o quererá. Alguns «valleys» terão sucesso, no longo prazo, ainda que os seus vizinhos não venham a gostar muito do que verão à sua porta.

Qual vai ser a próxima «grande coisa» no Vale, depois da Web?

K.K. - A Web está para ficar para os próximos cinco anos. A biotecnologia terá hipótese de vir a seguir, mas não para já.


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