Congresso Mundial em Lisboa em 2003

Mais de 200 parques científicos e tecnológicos de todo o mundo deverão reunir-se na capital portuguesa daqui a três anos na Conferência Anual da IASP. A organização ficará a cargo do Taguspark, o maior parque tecnológico português, sedeado perto de Oeiras, que assegura actualmente a presidência da Tecparques, a Associação Portuguesa da área, que conta com sete membros no nosso país. A candidatura foi apresentada pelo Madeira Tecnopólo, cujo responsável, Pedro Ventura, terminou o mandato de presidente da secção europeia da IASP e de membro da direcção mundial, e pelo Taguspark, cujo administrador Luís Maltez foi agora nomeado para aquela direcção, garantindo, assim, a continuação do nosso país na estrutura de cúpula desta organização internacional. A conferência de Lisboa seguir-se-á à de Bilbao no próximo ano (em Junho) e da cidade de Québeque, no Canadá, em 2002. Os bascos definiram o tema central do encontro em torno da "Economia Digital e do Conhecimento".

Para o próximo quadriénio (2000-2004), a IASP elegeu a nova direcção, agora liderada pelo alemão Klaus Plate (director do bio-parque de Heidelberg), e definiu um conjunto de metas estratégicas. Segundo Luís Sanz, o secretário-geral da organização, elas passam sobretudo por "tornar a IASP numa rede baseada no conhecimento e obter o reconhecimento da organização como líder nas áreas de negócio ligadas a este tipo de estruturação espacial da ciência e tecnologia". A IASP pretende adicionar uma forte componente "virtual" baseada na IASPNet, uma rede na Web animada pela Austrália (e em que um dos quatro pólos mundiais passa pelo Funchal), e reforçar "a orientação para a Nova Economia", sublinhou-nos Sanz.

A organização fez já um movimento de aproximação à União Europeia, junto da DG XVI, no sentido de inserir a problemática dos parques tecnológicos no 3º Quadro Comunitário de Apoio, e pretende também vir a ser considerada organização não-governamental pela ONU. No campo das alianças estratégicas assinou um acordo com a Intel (de que falamos noutro local).

Segundo Luís Sanz, a atenção futura vai ser virada para a incubação e o empreendedorismo e os parques vão procurar ser "um instrumento de internacionalização das PME lá sedeadas".

O número actual de parques associados na IASP totaliza os 192, tendo aderido mais de 70 parques nos últimos seis anos.

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