Israelitas "casam-se" com First Tuesday

Os fundadores do FT O First Tuesday, conhecido pela promoção em todo o mundo de encontros entre empreendedores e investidores nas noites das primeiras terças-feiras de cada mês, é, desde a semana passada, uma subsidiária controlada pela Yazam, uma entidade intermediária na obtenção de financiamentos de capital semente dirigidos aos primeiros tempos de uma "start up". A Yazam ligada a capitais israelitas foi fundada há apenas um ano e está sedeada em Nova Iorque, com escritórios também em São Francisco, Washington DC, Londres, Jerusalém e Tóquio. Os valores envolvidos não foram, até à data, divulgados por nenhuma das partes.

«Foi uma fusão amigável entre parceiros complementares com uma visão comum sobre como servir melhor os empreendedores», garantiu à Janela na Web Julie Meyer, a mediática co-fundadora do First Tuesday no Alphabet Bar do Soho em Londres, na noite da primeira terça-feira de Outubro de 1998. «Não foi, de modo algum, um 'take over'», sublinha, recordando que o "namoro" com os israelitas começou no Natal passado numas curtas férias que ela passou em Tel Aviv. «Fundimo-nos numa só empresa, mas as duas marcas vão continuar nas áreas de intervenção respectivas», conclui esta "histórica" do movimento, que é, também, a responsável pelo Marketing e pela acção internacional. Por outro lado, a equipa do FT elegeu um membro para a administração da Yazam.

Segundo Lise Colyer, porta-voz do First Tuesday (FT), o "casamento" permite colocar em sinergia "fortes complementaridades" - de um lado o FT trazendo uma "comunidade" de mais de 85 mil pessoas e um ponto de encontro físico e virtual que entrou na moda, e do outro a Yazam cuja competência na angariação de capital semente, permitirá, desde logo, um bom filtro de análise económica e financeira dos famosos "business plans" de projectos que passem pelas terças-feiras à noite e a oferta de um canal próprio para acesso a investimentos iniciais. John Browning, também do FT, afiançou-nos que «muitos 'business plans' já começaram a invadir o nosso correio», desde que o anúncio da fusão foi feito na semana passada. A Yazam cobra honorários pelos seus préstimos e tem tomado uma percentagem no capital social de "start ups" que acompanha, participando inclusive na direcção das empresas, gerindo um "portfolio" de investimentos.

A fusão gerou reacções contraditórias entre a rede de aderentes do FT, segundo um primeiro inquérito a "quente" realizado pela revista europeia Tornado-Insider.com e teve uma má recepção por parte de revistas de culto, como a Red Herring, do Silicon Valley. «Algumas pessoas não compreenderam que a Yazam não compete com os capitalistas de risco que frequentam as noites das primeiras terças-feiras», finaliza John Browning.

Página Anterior
Topo da Página
Página Principal