O «PAI» DA ECONOMIA DIGITAL EM DIRECTO

«O segredo na Nova Economia é inventar modelos de negócio», diz Don Tapscott

Acertou EM CHEIO nas «buzzwords» nos últimos seis anos. Primeiro foi
a «mudança de paradigma» na Sociedade da Informação, o que deixou
os homens das «TIs» de CABELOS EM PÉ. Depois cunhou o termo
a «economia digital», que o GLOBALIZARIA. Descobriu os «putos» da Web
em seguida e o PODER desta nova geração. Agora quer ser dos primeiros
a teorizar sobre os MODELOS DE NEGÓCIO do futuro - o tema que deverá
ser a preocupação central dos EMPREENDEDORES da Quarta Vaga

Com Jorge Nascimento Rodrigues e Ana Lopes (mulher de Tapscott) tentando convencer
Don a comer um ovo estrelado de verdade (com gema sem manipulação genética)
Um projecto Janela na Web/Ideias & Negócios para o 1º I&N Start Up
de 10 de Dezembro de 1999

 Os dois grandes projectos de Don Tapscott para o ano 2000 
O novo livro Digital Capital aqui antecipado
O Projecto sobre a Política e a Governação na Era Digital

VEJA AQUI AS RECENSÕES DE OBRAS DE TAPSCOTT NA JANELA NA WEB
The Digital Economy (1996) comentada em www.janelanaweb.com/gurus/tapscott.html
Growing Up Digital (1997) comentada em www.janelanaweb.com/livros/generat1.html
Blueprint to the Digital Economy (1998) comentada em www.janelanaweb.com/livros/tapscottblue.html

 Entrevista em Lisboa em 1999 

Tapscott e a gema de ovo
Formado em Psicologia e Estatística - imagine-se -, ele tornou-se, nos últimos três anos, o «papa» da Economia Digital. Um neologismo cunhado por ele, num momento de inspiração certeira, que acabaria por ganhar o «consenso» entre muitos políticos, jornalistas e empreendedores, apesar da maioria dos economistas da Academia lhe torcerem o nariz. «Digital, porquê? Isso seria como chamar ao capitalismo do início do século a 'economia eléctrica'», dizia-me a gozar um dos críticos.
Mas Don Tapscott, 52 anos, tem passado bem por cima disso. Convidado a correr o mundo falando da sua «filha» virtual (em carne e osso, Don tem a Nicole de 17 anos e o Alexandre de 14), factura uma nota preta e encanta as audiências pela sua simplicidade.
A ideia da «economia digital» surgiu-lhe em 1995 ao começar a escrever o livro que viria a ter esse título de sorte. Eu ouvira-lhe contar a estória poucos meses depois quando o entrevistara ao vivo - durante anos tínhamos trocado «faxes» e falado ao telefone - em Toronto, na casa dos Tapscott.
Don era um utilizador do «Mosaic» desde a primeira hora - o «Mosaic» fora um dos primeiros «browsers» que em 1993 e 1994 nos permitia navegar na jovem World Wide Web. Depois, a recém criada Netscape acabaria por lançar o primeiro «Navigator» no mercado e via-se que o público norte-americano começava a abraçar em força a Web. «O livro 'sentia' que algo estava a mexer muito fundo na economia», frisa Tapscott.
Casado com uma portuguesa, Ana Lopes, filha de emigrantes no Canadá, faltava-lhe Portugal no roteiro de «evangelizador» da Economia Digital. Recentemente, esteve em Lisboa e, depois de dois dias de seminários e conferências para os homens das tecnologias de informação e das comunicações, sentámo-nos a uma mesa no canto da Pastelaria Suíça, na Baixa, para conversar dos seus projectos futuros.
Ficou espantado com uma gema de ovo com uma cor bem viva e indagou-nos - a mim e a Ana, sua mulher - se «está mesmo bom». Ana explicou-lhe que, em Portugal, os ovos são mesmo ovos e que aquela é a cor de verdade. «Ele nunca viu uma gema assim», comentou, a sorrir, a mulher de Tapscott.
Intrigado, foi misturando o ovo com os dois grandes projectos que tem em curso - a consolidação de um programa em torno do Governo na Era Digital, que parece «ter entusiasmado o vosso ministro da Reforma do Estado», confidencia, e a preparação de mais um livro que já tem título - Digital Capital - e editor (a Harvard Business School Press), e em cujas páginas Tapscott, de calções, já se começou a embrenhar desde o Verão.
Como nota final, Don é fundador da Alliance for Converging Technologies (na Web em www.actnet.com) e da consultora canadiana New Paradigm Learning Corporation. Começou a sua actividade como consultor independente e aderiu em 1986 ao grupo DMR sediado em Toronto, onde fez furor um ano depois com um relatório onde falava da urgência de «mudança de paradigma» nas tecnologias de informação. Abandonou-o em 1993 levando consigo o seu colega e amigo Art Caston com quem escreveria o seu primeiro «best-seller» Paradigm Shift. A partir daí pegou o gosto pela lista dos mais vendidos do «The New York Times» e da «Business Week».

Entrevista em Lisboa

Don, você é um verdadeiro coleccionador de patentes de «buzzwords»...

DON TAPSCOTT - Deixe-me, antes, lavrar um protesto.

Protesto?!

D.T. - Estou absolutamente escandalizado com a minha conta telefónica do hotel. Que política é esta dos vossos operadores de telecomunicações fixas que taxam ao impulso as comunicações de dados? Como é possível assim favorecer o desenvolvimento da economia digital? Ouço-os a dizer nos seminários que estão 'com a economia digital', que são 'padrinhos' dela, e mais blá, blá, blá, e depois quando olho para a conta dos telefonemas vejo que deveria ter usado o menos possível a Internet no quarto. Isto faz algum sentido? Será que eles não terão percebido que não devem ganhar o dinheiro no impulso, mas em serviços de valor acrescentado, subindo na cadeia de valor?

Ía eu a dizer que você tomou o gosto pelo fabrico de «buzzwords» de sucesso. Como é que isso começou?

D.T. - Eu tinha escrito um livro antes do surgimento do computador pessoal, mas, nessa altura, ninguém imaginaria que a computação se massificaria um dia. Gastei, depois, dez anos a estudar o problema e só por volta de finais dos anos 80 se começou a dar atenção ao que estaria na forja. Foi aí que nasceu a ideia de mudança de paradigma nas tecnologias de informação, num estudo feito no DMR por mim e por Art Caston. As pessoas das TI's tinham sido educadas desde os anos 50 num dado paradigma, e nós verificámos que ele estava a começar a ficar fora de moda. Os anos 80 e o começo dos 90 surgiam-nos como um período de transição. Nós só escrevemos o livro em 1993, depois de termos saído do DMR.

Mas que mudanças eram essas que estavam a ocorrer nas TI's?

D.T. - Em Paradigm Shift, nós falávamos de três mudanças fundamentais. Primeiro, estava a mudar-se do PC para a computação em grupo (em rede, diríamos mais tarde). Segundo, dos sistemas isolados passava-se para os sistemas integrados. Por último, da computação como um fenómeno interno, dentro das fronteiras da empresa, passava-se para a computação inter-empresas. Daqui nasceu o nosso interesse pela alteração na natureza das organizações empresariais, pelo nascimento do que chamámos de empresa «estendida» em direcção aos seus fornecedores e clientes, e também pela recriação da cadeia de valor na rede electrónica. Em termos simples, a mudança fundamental era a transformação dos computadores em ferramentas de comunicação.

A Economia Digital foi, depois, outro tiro certeiro...

D.T. - O livro Digital Economy foi escrito antes do surgimento da Netscape e da massificação do «browser». Mas eu já usava o «Mosaic» e apercebi-me de que algo ía acontecer na Web. A Web não era uma mera ferramenta tecnológica. Era uma criação 'social' que punha as pessoas a trabalhar e a comunicar de forma diferente e também as empresas. Criava um novo espaço económico entre as empresas. O livro sairia para as livrarias uma semana depois da Netscape ir ao mercado de capitais. Foi uma coincidência feliz. O conceito de «economia digital» foi provavelmente a melhor ideia de todas nestes meus últimos seis anos. Nunca imaginaria que o termo ganhasse o peso que tem hoje. Até àquela altura, ninguém se tinha ainda dado ao trabalho de explicar o que era esta nova economia e de lhe colar com força esta etiqueta de «economia digital».

Depois 'descobriu' a Geração da Internet quando todos passavam a vida a falar da Geração «X» e da cultura da MTV. Outra vez a estrela da sorte?

D.T. - Não. Foi, outra vez, uma ideia oportuna saída de um estudo de campo. A realidade estava ali à frente dos nossos olhos. Veja o caso de Michael Furdyk: um jovem empreendedor de 12 ou 13 anos que cria um «site» que quatro anos depois torna o adolescente num milionário instantâneo. O que é que se estava a passar? Como escrevi, então, estávamos diante de uma revolução original na História. A gente jovem revelava-se muito mais apta do que os adultos para a mudança que está a ocorrer. Pela primeira vez na História, as crianças têm conhecimentos e adquirem naturalmente competências numa área crítica emergente - a das comunicações em rede. O fosso que se vislumbra na escola, nas empresas e dentro das famílias, não é sobretudo entre atitudes distintas, mas entre competências e aptidões radicalmente distintas. Qual será o impacto desta nova geração no local de trabalho e na economia dentro de 10 a 15 anos?

Uma entrevista exclusiva com Michael Furdyk, um dos empreendedores mais novos no Canadá, considerado uma promessa para o próximo século pela revista «Business 2.0»

Já algum dos CEO da nata das TI's com que lida se esforçou por perceber isso?

D.T. - Não vou revelar nenhuma inconfidência se lhe disser que numa reunião recente que tive com 80 CEO, onde fui falar da Geração Net e desse meu livro Growing Up Digital - e onde, aliás, levei Furdik e outros jovens -, Bill Gates se mostrou imensamente interessado. Creio que o criador da Microsoft já se apercebeu que o paradigma que viu nascer a sua empresa está associado ao computador pessoal e à geração a que Gates pertenceu, e que fez a sua adolescência entre o final dos anos 60 e o final dos anos 70. Ora, a geração hoje emergente - que eu coloco nos nascimentos a partir de 1977, grosso modo - já é a que nasceu depois do PC e que viu massificar-se a Internet e criar-se a Web. Não terá sido por acaso que a Microsoft encomendou muitas cópias de Growing Up Digital para os seus quadros.

Entretanto, nestes últimos três anos, foi tudo muito rápido. A sua ideia em 1993 de empresa «estendida» hoje já não faz franzir o sobrolho - «intranets» e «extranets» são o prato da casa. A tal computação inter-empresas transformou-se num mercado e o comércio electrónico é a palavra de ordem. O que é que nos vai trazer, de novo, o seu já anunciado próximo livro?

D.T. - Em Digital Capital: Harnessing the Power of Business Webs, eu, David Ticoll e Alex Lowy vamos falar da questão central dos modelos de negócio que estão a emergir na economia digital. Nós já tínhamos começado a abordar isso, com base, uma vez mais, num estudo de campo, numa outra obra, Blueprint to the Digital Economy, e mais recentemente - já em 1999, aliás em Novembro passado - num artigo para a revista Business 2.0 (intitulado «The Rise of the Business Web», não disponível na Web no «site» da revista em www.business2.com). A Internet e a Web foi «invadida» por tudo, está imensamente rica e funcional. Temos agora lá de tudo - ferramentas para negociar, para colaborar, sistemas de pagamento seguros, mecanismos de transacção, aplicações empresariais rapidamente adaptadas à Web, como o SAP fez, software de agenciamento - os tais agentes inteligentes, etc.. Podemos, assim, criar novos modelos de negócio. Não precisamos de estar a replicar os velhos modelos. Era bom que os empreendedores se concentrassem nisso e não se dispersassem...

Os empreendedores da nova vaga estão distraídos?

D.T. - Não é isso que estou a dizer. O que quero sublinhar é que o decisivo não é inovar no produto ou no serviço, ou no marketing. O decisivo é perceber como criar novos modelos de negócio, é inovar a este nível. Esse é o desafio mais importante para o empreendedor. Ele tem de perceber em que modelo de negócio na economia digital se «encaixa», saber aí posicionar-se, focalizar-se num número limitado de competências e procurar ser um nó estratégico nesse modelo de negócio.

De entre os cinco modelos de negócio típicos da economia digital de que vão falar em Digital Capital, qual foi o que mais o intrigou?

D.T. - O da aliança. A aliança é um pouco de mágica. É a mais virtual de todas as redes económicas da Web. Pretende conseguir uma alta integração na cadeia de valor sem qualquer hierarquia ou controlo por parte de um dos participantes. Uma das mais recentes alianças é a em torno do standard de compressão de musica, o MP3. Mas este modelo de negócio é uma coisa mais antiga. O caso da Visa Internacional é uma «velha» aliança electrónica, e em certo sentido «primitiva», que co-envolve uma multidão de competidores unidos em torno de uma marca e de um espaço de pagamentos seguros. O caso do Linux é outro bom exemplo. O tipo de rede que representa é como um espécie de Rotários digitais. Se se pode criar um sistema assim, o que mais se poderá fazer segundo este modelo? A interrogação que eu me coloco, e que costumo deixar nas conferências que faço diante de uma audiência atónita, é esta: será possível um dia destes criar um avião segundo este modelo de auto-organização?

Mas acha possível a Amazon.com continuar a apresentar alegremente prejuízos, apesar de toda essa panóplia de modelos de negócio que são teorizados e apresentados aos investidores?

D.T. - A Amazon tem prejuízos porque tem investido massivamente em markerting e em novas oportunidades de negócio. A questão que nos deveremos colocar é se não estaremos a usar os métodos errados de medição no caso das empresas da economia digital. Creio que necessitamos de uma métrica diferente para avaliar o valor de uma empresa na nova economia.

Mas não será «hype» a mais?

D.T. - De modo algum. Globalmente falando, não há bolha especulativa. A Net não é a biotecnologia ou a TV Cabo, nem as tulipas da Idade Média, como se refere por analogia. A biotecnologia ou a TV Cabo são sectores. A Net e a Web são um novo mercado em desenvolvimento que vai estruturar a economia. Estão a mudar todos os sectores. Estamos a falar de uma escala diferente.

 Antecipação do Livro | O projecto sobre o Governo e a Política do Futuro 

Capital Digital em calções
Os 5 modelos de negócio na Web
Don Tapscott em casa Ana Lopes apanhou o marido em flagrante em Agosto passado embrenhado na escrita de Digital Capital. Don estava em calções na casa de férias dos Tapscott em Lake of Bays, a três horas de carro de Toronto, e nunca imaginaria vir a aparecer assim numa pequena «caixa» de revista.
O livro que ele escreve, com o lago ao fundo, desenvolve cinco modelos de comunidades de negócio electrónico que ele já vislumbrava em Blueprint to the Digital Economy. Num artigo escrito no final de 1999 (intitulado «The Rise of the Business Web»), com David Ticoll e Alex Lowy, na nova revista de culto dos jovens da economia digital, a «Business 2.0», Tapscott reclama sintetizar o estudo de mais de 200 casos de redes Web.
Com base em dois critérios - controlo económico e integração do valor na cadeia - e na análise detalhada de casos, descrevem cinco novos modelos de negócio na economia digital:
  • o mercado aberto com formulação de preços dinâmica, de que os leilões na Web são o melhor exemplo;
  • os agregrados, em que uma empresa lidera hierarquicamente como intermediário entre compradores e vendedores, entre fornecedores e utilizadores, que, no fundo, é o que pretendem todos os portais que se prezem;
  • as alianças, que são redes de parceria e co-liderança, de que o melhor exemplo e de maior sucesso há anos é o da Visa Internacional, um caso pioneiro;
  • Capa do livro Digital Capitala cadeia de valor liderada por um integrador, como é o caso da Cisco nas tecnologias de rede ou da Dell no retalho de computadores por medida;
  • e, finalmente, a rede de distribuição, que optimiza a logística de toda a cadeia de valor, de que um bom exemplo é o papel da Federal Express.

  • A própria forma como Don e os seus co-autores e sócios da Alliance escolheram a editora do livro Digital Capital foi original e tem a ver com um dos modelos de negócio. Sinal dos tempos, eles fizeram um leilão da publicação do livro junto de seis editoras e no final dos lances restavam dois finalistas. Acabaram por optar pela Harvard Business School Press. «Não era o lance mais elevado sequer. Mas ultimamente a HBSP tem lançado muito bons títulos na nossa área», remata Tapscott para explicar a opção.

    O Projecto «Governance in the Digital Economy»
    A Política na Era Digital
    Don estava entusiasmado. Alberto Martins, o ministro português que tutela a reforma da Administração Pública pareceu estar interessado no novo programa da Alliance for Converging Technologies sobre a transformação da Governação na Era Digital. O projecto tem o nome de «Governance in the Digital Economy» e pode ser analisado em www.actnet.com/services/multiclient/governance/index.html. Ele tem como directora de investigação Alexandra Samuel. (O projecto já foi comentado aqui na Janela na Web.
    A oportunidade para a Alliance parece ser boa. O gabinete de Clinton, nos EUA, pretende dar um passo em frente no seu programa de «Reinvenção do Governo» e pretende desencadear um projecto de «democracia electrónica» com parcerias prováveis com o Yahoo e a America On Line. «A Reinvenção vinha chamar a atenção que o governo tinha 'clientes' e que tinha de adoptar uma abordagem de excelência no serviço. Agora trata-se de transformar a própria governação no sentido de encarar o cidadão como 'accionista' do próprio Estado», explica-nos Tapscott.
    Essa transformação passa por encarar as mudanças em três áreas: no processo democrático; no processo político; e no próprio papel do Estado na economia digital e global.
    Don comenta que Ross Perot já havia lançado a ideia, mas a sua visão desta democracia electrónica para o século XXI não passa de uma caricatura - da imagem de uma sondagem diária à boca dos noticiários que alguns patrões dos media também nos querem fazer passar por «democracia». «Ora, Democracia é mais do que a maioria nas sondagens no noticiário da noite», ri-se o nosso interlocutor. No plano do processo democrático, Tapscott vê o lançamento de foruns de cidadania em torno de temas candentes, ou a criação «on line» de um «governo personalizado», em que cada cidadão pode automaticamente perceber numa folha de cálculo as implicações pessoais de uma alteração nos impostos que está a ser discutida e formular uma opinião informada e reagir em conformidade (se for caso disso).
    No campo do processo político, há que defrontar uma situação «grave» nos EUA, que ainda não existe tão claramente na Europa. «As políticas que nos vão governar estão a ser criadas em 'think tanks', não nos partidos. Os partidos nos EUA já não mobilizam os cidadãos para temáticas, transformaram-se apenas em máquinas de eleição de candidatos. Isto deixa um vazio para a democracia dos cidadãos. Exige a criação de um novo espaço público», comenta o líder da Alliance. E interroga-se: «Haverá aqui uma oportunidade no mundo digital para a criação de uma espécie de novos infomediários entre os cidadãos e os partidos?».
    Finalmente, deixa uma pergunta dramática: qual o papel da Nação Estado no mundo da economia digital e global? «Esse Estado estava baseado na economia nacional. Hoje temos cada vez mais uma economia global e economias de espaços regionais. O que acontecerá ao Estado-Nação não será algo próximo de um fenómeno de desintermediação com a recriação de novos espaços públicos, por um lado a nível global e por outro a nível de comunidades locais?», finaliza Don Tapscott.
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