André Marcos de Azevedo já vai no seu 13º Paris-Dakar

VETERANO DO DAKAR PREFERE OS CAMIÕES

Alexandre Coutinho


André Marcos de AzevedoO brasileiro André Marcos de Azevedo destacou-se logo na primeira etapa da 22ª edição do rali Paris-Dakar-Cairo, ao levar de vencida a primeira classificativa especial (Dakar-Tambacounda) no seu camião Tatra. De então para cá, a equipa de Azevedo, que integra mais dois elementos - o piloto, Tomas Tomecek e o mecânico, Petr Vodak - não se afastou dos lugares cimeiros, ocupando a segunda posição da geral reservada aos camiões, logo atrás do Kamaz de Vladimir Tchaguine, mas à frente dos Tatra oficiais de Karel Loprais e Bedrich Slenovsky, bem como do Kamaz de Firdaus Kabirov.

Este feito é particularmente relevante, pelo facto da maioria das etapas desta 22ª edição do Paris-Dakar-Cairo favorecer os veículos com maior potência e velocidade de ponta - os Kamaz têm mais de 800 cavalos e os Tatra oficiais, mais de 700, contra os 610 do camião brasileiro. «As duas etapas que ganhámos, foi graças à navegação. Caímos para o sétimo lugar da geral, quando tivemos problemas mecânicos e eléctricos, mas já recuperámos», explica André de Azevedo, que é precisamente o navegador da equipa e só conduz o camião nos percursos de ligação.

Esta é a segunda participação de André de Azevedo em camião, no Dakar, mas o brasileiro pode ser considerado um veterano da grande prova africana, com dez participações em moto e uma de automóvel, antes de se apaixonar pelos camiões. «É o camião que me dá mais prazer. Não tem a dureza da moto, é mais confortável do que o automóvel e passa mais facilmente nas dunas e nos buracos. Além da tranquilidade psicológica de trazer todo o material de assistência comigo», acrescenta.

O Tatra de André de Azevedo já participou em três outras edições da prova, «mas foi totalmente revisto na fábrica da marca, depois do terceiro lugar que alcançámos no ano passado. Recebeu um motor novo e mais potente, com 610 cavalos», precisa.

O camião de André de Azevedo participa no Dakar-Cairo 2000 integrado na equipa BR Lubrax, «que é a única a competir com equipas nas três categorias: "Juca Bala", nas motos, com uma KTM maratona; Klever Kolberg, nos automóveis, com um Mitsubishi Pajero maratona; e nós, nos camiões».

Ao contrário de outras equipas, o Tatra de André de Azevedo não desempenha o papel de assistência rápida aos seus companheiros. «Apenas transportamos uma roda do carro e duas rodas da moto. Eles têm o apoio das estruturas da Mitsubishi e da KTM», precisa.