Abriu a época de saldos
nas bolsas norte-americanas

Nível de subavaliação dos "papéis" desde Setembro (2001) indica eventuais compras "cirúrgicas" interessantes segundo um modelo de avaliação do Deutsche Bank em Nova Iorque

Jorge Nascimento Rodrigues

Sites a consultar
Financial Sense
 Dr Ed Yardeni's Economics Network Deutsche Bank Securities de Nova Iorque 

A subavaliação global dos "papéis" nas bolsas norte-americanas já atingiu níveis na faixa dos 10 a 17% desde o mês de Setembro de 2001, o que segundo os analistas indicia que começam a haver "saldos" interessantes para quem queira começar a fazer compras cirúrgicas em empresas com potencial mas fortemente abaladas pelo dilúvio bolsista dos últimos dois anos. Em termos mais "populares", é altura de começar a comprar "pechinchas" com solidez estratégica, não por razões "patrióticas", mas para criar um portfolio de futuro, susceptível de a médio e longo prazo ter valorizações muito remuneradoras.

A atenção a compras cirúrgicas não significa que os mercados bolsistas já tenham batido no fundo e que já estejam em recuperação - bem, pelo contrário, muitos analistas alertam que um período de pânico ainda não ocorreu e que a desvalorização dos "papéis" ainda poderá descer mais abaixo. Nesse pânico, há empresas e grupos cotados que poderão desaparecer pura e simplesmente (abrir falência, desmembramento, aquisição por outros a preço barato) ou sair de bolsa, pelo que uma análise muito cuidada é fundamental.

Ainda que os níveis de subavaliação não tenham atingido, ainda, as marcas de meados dos anos 90 ou de finais de 1998 (em que rondaram os 20%), antes do "boom" da Nova Economia, os analistas alegam que a situação começa a estar madura para boas compras.

No passado, mesmo subavaliações nos mercados bolsistas na faixa dos 10 a 20% revelaram-se momentos de óptimas oportunidades de compra, comenta Jim Puplava, editor do "Storm Watch" do sítio na Web Financial Sense OnLine, numa análise intitulada "Collateral Damage", datada de 21 de Setembro de 2001.

Apesar dos "crashes" nos indicadores das principais bolsas norte-americanas (NASDAQ e DOW JONES) terem ocorrido em 2000, só desde meados de 2001 os "papéis" começaram a entrar continuadamente em terreno de valorização negativa, segundo um modelo de análise de valorização dos mercados bolsistas baptizado de "modelo FED (do nome da Reserva Federal norte-americana)" por Ed Yardeni, o principal estratega de investimentos do Deutsche Bank Securities em Nova Iorque.

Consulte as (des)valorizações obtidas diariamente e historicamente
pelo modelo FED em www.yardeni.com

O modelo desenvolvido desde 1997 e actualizado diariamente por Yardeni revelou momentos nos últimos vinte e cinco anos de grande subavaliação histórica dos "papéis" bolsistas nos períodos de 1979-80 (com valores negativos na faixa dos 30 a 40%) e mais tarde em meados dos anos 90 (girando na faixa dos 15 a 20%).

Os períodos de grande "exuberância" com valorizações excessivas ocorreram em 1987, antes do "crash", tendo chegado a uma sobrevalorização de 34% no pico de Setembro daquele ano, depois em 1999 com valores na faixa dos 45 a 50%, e finalmente em princípios de 2000 com um valor "extravagante" de 70%, antes dos "crashes" do DJ e do NASDAQ.

Página Anterior
Topo da Página
Página Principal